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Confiança dos investidores da Alemanha sobe mais que o esperado em julho, aponta ZEW

Confiança dos investidores da Alemanha sobe mais que o esperado em julho, aponta ZEW

Reuters

21/07/2026

Placeholder - loading - Vista de Frankfurt, Alemanha  25 de outubro de 2021. REUTERS/Kai Pfaffenbach
Vista de Frankfurt, Alemanha 25 de outubro de 2021. REUTERS/Kai Pfaffenbach

Por Miranda Murray e Maria ​Martinez

BERLIM, 21 Jul (Reuters) - A confiança dos investidores da Alemanha subiu muito mais do que o esperado em julho já que um pacote de reformas do governo melhorou o clima apesar da incerteza em relação ao conflito no Irã, mostrou uma pesquisa nesta terça-feira.

O indicador de confiança econômica mais que dobrou, passando de 10,5 pontos no mês anterior para 26,3 ⁠pontos ⁠em julho, informou o instituto ​de ‌pesquisa econômica ZEW.

Analistas consultados pela Reuters esperavam que o indicador subisse para 17,5 pontos.

“As perspectivas econômicas continuam a melhorar em julho; parece que as reformas estão ⁠surtindo efeito”, afirmou o presidente do ZEW, Achim Wambach.

O ​chanceler Friedrich Merz apresentou este mês um pacote de ​reformas nas áreas de previdência, ‌impostos e trabalho, ​juntamente com ⁠medidas para reduzir a burocracia que, segundo ele, impulsionarão o crescimento, a geração de empregos e a competitividade, mantendo ao ​mesmo tempo as proteções ao bem-estar social.

“Mesmo que as medidas, por si só, não sejam suficientes para restaurar a antiga força econômica da Alemanha, elas enviam um ​sinal importante: o governo continua capaz de agir”, disse Andreas Scheuerle, economista do DekaBank, acrescentando que isso abre caminho para novas reformas.

A avaliação da situação econômica atual também melhorou em julho, embora tenha permanecido em território negativo, em -77,6 pontos. Em junho, esse índice havia ficado em -81,0 pontos.

A pesquisa foi ​realizada no período de 13 a 21 de julho. Os acontecimentos ‌atuais no Oriente Médio ⁠provavelmente estão subrepresentados na pesquisa, disse Alexander Krueger, economista-chefe da Bethmann Hal.

“Portanto, é apropriado moderar a euforia”, disse ⁠Krueger. “A manutenção das expectativas econômicas mais otimistas ⁠depende do (presidente dos Estados ⁠Unidos Donald) Trump ⁠e ​dos mulás.”

(Reportagem de Miranda Murray, Maria Martinez e Rene Wagner)

Reuters

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