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    Confirmado pelo Colégio Eleitoral, Biden apoiará candidatos democratas ao Senado na Geórgia

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    Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, discursa em Wilmington 14/12/2020 REUTERS/Mike Segar

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    Por Joseph Ax

    (Reuters) - Um dia depois de o Colégio Eleitoral dos Estados Unidos confirmar sua vitória presidencial, Joe Biden viajará à Geórgia nesta terça-feira para fazer campanha para dois candidatos democratas ao Senado cujos segundos turnos em 5 de janeiro podem decidir sua pauta política doméstica.

    O triunfo apertado de Biden no Estado do sul na eleição presidencial de novembro completou a transformação da Geórgia: o antigo bastião republicano hoje é um dos campos de batalha política mais competitivos do país.

    Os senadores republicanos David Perdue e Kelly Loeffler enfrentam os democratas Jon Ossoff e Raphael Warnock, respectivamente, em duas corridas que determinarão qual partido controlará o Senado norte-americano quando Biden tomar posse no dia 20 de janeiro.

    Se os republicanos vencerem qualquer disputa, manterão o comando do Senado, o que lhes permitirá frustrar muitas das metas legislativas ambiciosas de Biden em questões como o coronavírus, a economia e a mudança climática. Uma guinada democrata daria ao partido o controle da Casa Branca e do Congresso, já que o partido de Biden já controla a Câmara dos Deputados.

    A viagem de Biden a Atlanta ocorre nove dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, viajar à Geórgia para apoiar Perdue e Loeffler. A visita do presidente eleito ainda coincide com o início da votação presencial, que começou na segunda-feira, quando centenas de moradores da Geórgia enfrentaram o clima chuvoso em filas.

    Como no mês passado, espera-se que muitos eleitores votem pelo correio em meio à pandemia de coronavírus. Até agora, mais de 1,2 milhão de moradores solicitaram cédulas para votarem à distância, e mais de 260 mil já as enviaram, de acordo com o Projeto Eleições dos EUA da Universidade da Flórida.

    A vitória de Biden aumentou as esperanças democratas de capturar os dois assentos, assim como iniciativas democratas agressivas de registro de eleitores.

    Perdue ficou um pouco à frente de Ossoff em novembro, mas sem os 50% necessários para uma vitória.

    A outra corrida teve diversos candidatos devido ao seu status de eleição especial --Loeffler foi indicada à sua vaga para preencher uma ausência. Warnock e Loeffler terminaram nas primeiras duas posições, mas ambos muito aquém dos 50%.

    Os dois partidos já investiram centenas de milhões de dólares no Estado, assim como uma variedade de grupos políticos independentes, mas enfrentam desafios para garantir o comparecimento por causa da pandemia e da ausência do polarizador Trump para garantir votos – de apoiadores e detratores.

    Escrito por Reuters

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