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    Contamos com apoio da Câmara para projeto de BC autônomo, diz Guedes

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    Ministro da Economia, Paulo Guedes 07/10/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino

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    Atualizada em  

    Por Marcela Ayres

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, agradeceu nesta quarta-feira o Senado pela aprovação do projeto de autonomia do Banco Central e disse esperar igual apoio da Câmara dos Deputados para o texto, considerado crucial para garantir que o BC combata a alta da inflação sem sofrer interferências políticas.

    'Contamos com apoio da Câmara, que deve aprovar também', afirmou ele, ao falar em cerimônia no Palácio do Planalto sobre as contas digitais criadas pela Caixa Econômica Federal em meio à crise.

    O ministro afirmou que a versão do projeto aprovada no Senado é 'ligeiramente diferente' e 'um pouco mais branda' daquela que foi apontada como necessária pelo economista Roberto Campos há décadas, mas Guedes justificou que o cenário de inflação também evoluiu para melhor. Ele também lembrou que o projeto preservou como principal missão do BC a manutenção do poder de compra da moeda.

    O texto aprovado pelos senadores confere autonomia formal ao BC com o estabelecimento de mandatos fixos para o presidente e para os diretores da autarquia, mandatos estes não coincidentes com o do presidente da República.

    O texto também determina que 'sem prejuízo de seu objetivo fundamental, o Banco Central do Brasil também tem por objetivos zelar pela estabilidade e pela eficiência do sistema financeiro, suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego'.

    Em relação à Caixa, Guedes elogiou a gestão do banco público durante a pandemia de Covid-19 e afirmou, em referência ao trabalho realizado, que o governo criou o maior banco digital do Ocidente em poucos meses.

    O ministro reiterou ainda mensagem que vinha ressaltando publicamente, de que o governo pode acionar camada de proteção social se vier segunda onda de coronavírus, mas ressaltou que o fato no momento é que a doença está cedendo, e a economia está voltando.

    'Especulações futuras enfrentaremos com mesma capacidade de decisão que o presidente com sua liderança implementou na equipe', disse.

    O governo vai criar mais empregos até o final do ano, destacou Guedes, complementando que a taxa de desemprego tem subido porque agora os invisíveis --identificados na crise e que passaram a receber auxílio do governo-- são contabilizados como brasileiros em busca de ocupação.

    'Os registros vão dizer que o desemprego subiu de 13 para 14(%). Claro, ninguém contava os invisíveis, ninguém contava os 40 milhões que estavam escondidos. Então era muito fácil relatar o desemprego de 13, agora vai ser 14, vai ser 15. Mas a pergunta é a seguinte: quantos milhões de brasileiros estavam invisíveis e foram atendidos?', disse.

    Escrito por Reuters

    Vulcão Nyiragongo: Crianças esperam reencontrar famílias

    Transcrito: 
    Centenas de milhares de pessoas fugiram após a erupção do vulcão Nyiragongo. Naomi perdeu de vista a família no meio do caos. Ela jamais esquecerá o momento em que o céu ficou vermelho.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Disse à minha mãe: ’Olha, mãe, o vulcão entrou em erupção.’ Nós saímos e muitos estavam a fugir. Foi aí que nos perdemos uns dos outros. Eu estava apavorada. Estava a tremer. Não conseguia sequer correr para casa.”
     
    Muitas das 400 mil pessoas que fugiram vieram para a cidade de Sake. De acordo com a ONU, há quase mil crianças desaparecidas. Bahati Batitsie trabalha como voluntário para a Cruz Vermelha. Ate agora, ele e os colegas conseguiram encontrar as famílias de 700 crianças. Bahati tem 6 filhos e acolhe outras 3 crianças. São muitas bocas para alimentar.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “Eu sacrifico o pouco que tenho, o que Deus me deu. É assim que alimento as crianças, mas é uma luta.”
     
    Muitas pessoas estão desesperadas. Bebem a água do lago que pode causar cólera. A equipe humanitária tenta oferecer o básico, como farinha.
     
    Bahati Batitsie Fidel (Voluntário da Cruz Vermelha): “As condições de vida são muito más. Não há comida nos mercados. Pessoalmente, não estou a ganhar nada, sou pobre.”
     
    Naomi acha que sabe onde podem estar os seus pais. Mas esse sítio fica longe e o transporte é caro.
     
    Naomi (criança deslocada): ”Depois de encontrar a minha mãe e o meu pai, gostaria de me mudar para cá, porque gosto de aqui estar."

    A brincar sobre a lava de uma antiga erupção. As crianças esperam rever as suas famílias em breve. 
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