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Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e condena ataques dos EUA à Venezuela

Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e condena ataques dos EUA à Venezuela

Reuters

04/01/2026

Placeholder - loading - Líder norte-coreano Kim Jong Un visita fábrica militar  4/1/2026    KCNA via REUTERS
Líder norte-coreano Kim Jong Un visita fábrica militar 4/1/2026 KCNA via REUTERS

Por Hyunjoo Jin e Tim Kelly

SEUL, 4 ⁠Jan (Reuters) - A Coreia do Norte lançou mísseis balísticos no domingo, dia em que o líder da rival Coreia do Sul inicia uma visita de Estado à China, principal aliada de Pyongyang, e poucas horas depois de os Estados Unidos atacarem a Venezuela.

Os disparos de pelo menos dois mísseis, os primeiros do país em dois meses, aumentam ainda mais as tensões globais depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, lançou um ataque à Venezuela no qual o presidente Nicolás Maduro foi capturado.

A Coreia do Norte criticou com veemência ​a ação dos EUA, afirmando que Washington 'violou ⁠violentamente a ⁠soberania da Venezuela' e que o ato mostra 'a natureza desonesta e brutal dos EUA'.

A Coreia do Norte lançou seus mísseis horas antes de o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, iniciar uma visita de Estado à China no domingo, na esperança de promover a paz na Península Coreana durante uma cúpula ‌com seu homólogo Xi Jinping.

Os lançamentos da capital Pyongyang para o mar entre ​as Coreias e o Japão representam 'uma mensagem à ‌China para impedir laços ​mais ​estreitos com a Coreia do Sul e para combater a posição da China sobre a desnuclearização', disse Lim Eul-chul, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente em Seul.

Ele afirmou ​que a Coreia do Norte também quer enviar uma mensagem de que 'somos diferentes da Venezuela' -- como uma potência nuclear e militar, pronta para responder com 'dissuasão agressiva'.

Referindo-se ao líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, Bong Youngshik, professor visitante da Universidade Yonsei, disse: 'Depois de ver o que está acontecendo na Venezuela neste momento, a pessoa que teria mais medo é Kim Jong Un.'

Seul e Tóquio criticaram os lançamentos de mísseis norte-coreanos.

O gabinete presidencial da Coreia do Sul disse que havia realizado uma reunião de segurança de emergência e instou a Coreia do Norte a cessar 'atos provocativos que violam as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas'.

O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro ⁠Koizumi, disse que os lançamentos ameaçam a paz e a segurança da região e da ‌comunidade internacional.

'Nosso governo apresentou um forte ⁠protesto à Coreia do Norte e o condenou veementemente', declarou Koizumi em um comunicado.

As forças dos EUA para o Indo-Pacífico disseram em um comunicado: 'Esse evento não representa ‍uma ameaça imediata ao pessoal ou território dos EUA, ou aos nossos aliados', acrescentando que os EUA estavam consultando ​de ‌perto seus aliados e parceiros.

(Reportagem de Hyunjoo Jin em Seul e Tim Kelly em Tóquio)

Reuters

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