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    Coronavirus encerra crescimento recorde do empregos nos EUA em março

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    Pessoas se reúnem na entrada do Departamento do Trabalho do estado de Nova York, fechado ao público devido ao surto de doença por coronavírus (Covid-19) no bairro do Brooklyn 20/03/2020 REUTERS/Andrew

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    Por Lucia Mutikani

    WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos fechou postos de trabalho em março, encerrando abruptamente um histórico de 113 meses seguidos de crescimento do emprego, à medida que ações rigorosas para controlar a pandemia de coronavírus prejudicam empresas e fábricas, praticamente confirmando uma recessão.

    O Departamento do Trabalho dos EUA disse que os empregadores cortaram 701 mil vagas no mês passado, depois de criarem 275 mil em dado revisado em fevereiro. A taxa de desemprego disparou de 3,5% para 4,4%.

    De acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas, a previsão era de houvesse cortes fora do setor agrícola de 100 mil empregos no mês passado, interrompendo uma série recorde de ganhos de emprego desde outubro de 2010. O desemprego era previsto em 3,8%.

    Entretanto, o relatório desta sexta-feira está longe de representar os danos totais provocados pelo coronavírus. O governo consultou empresas e famílias para o relatório em meados de março, antes de uma grande parte da população entrar em algum tipo de isolamento, deixando milhões sem trabalho.

    O relatório pode aguçar as críticas ao tratamento da crise da saúde pública por parte do governo Trump, com o próprio presidente Donald Trump enfrentando críticas por minimizar a ameaça da pandemia em suas fases iniciais. Os dados já mostram um recorde de 10 milhões de norte-americanos entrando com pedidos de auxílio-desemprego nas últimas duas semanas de março.

    Com os pedidos de auxílio-desemprego, indicador mais atualizado da saúde do mercado de trabalho, quebrando recordes nas últimas duas semanas e com a maioria dos norte-americanos sob ordem de permanecer em casa, a Oxford Economics prevê que pode haver cortes de ao menos 20 milhões de empregos em abril, o que apagaria o recorde de 800 mil em março de 2009.

    'A economia caiu no abismo', disse Chris Rupkey, economista-chefe do MUFG em Nova York. 'Para todos os lugares que você olha, Washington e os governos estaduais não estavam preparados para a rápida disseminação do vírus e os danos devastadores que seriam causados à economia se as empresas fossem fechadas e os trabalhadores enviados para casa.'

    Economistas também se preocupam que o rápido fechamento de empresas pode dificultar a captura precisa pelo Departamento do Trabalho da magnitude das dispensas.

    Também existe a percepção de que o pacote fiscal de 2,3 trilhões de dólares assinado pelo presidente Donald Trump na semana passada, que aumenta as provisões para os desempregados, e o alívio pelo governo federal nas exigências para que os trabalhadores busquem o benefício podem estar jogando para cima os números de pedidos.

    'O relatório de abril deve refletir melhor a severidade da recessão, embora os números exatos sejam difíceis de definir', disse Michelle Meyer, economista do Bank of America Securities. 'As empresas que fecharam não vão responder à pesquisa'.

    Escrito por Reuters

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