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    Crescimento do PIB dos EUA no 2º trimestre é revisado para cima a 4,2%

    Por Thomson Reuters

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    WASHINGTON (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos foi um pouco mais forte do que o projetado anteriormente no segundo trimestre, registrando o melhor desempenho em quase quatro anos uma vez que as empresas aumentaram os gastos com software e as importações caíram.

    O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 4,2 por cento, disse o Departamento de Comércio nesta quarta-feira em sua segunda estimativa para o trimestre de abril a junho. O dado ficou um pouco acima da taxa de 4,1 por cento que o departamento informou em julho, e foi a mais forte desde o terceiro trimestre de 2014.

    As empresas gastaram mais em software do que o estimado anteriormente no segundo trimestre e o país também importou menos petróleo. Gastos empresariais mais fortes e uma conta de importação menor compensaram a pequena revisão para baixo nos gastos do consumidor.

    Em comparação com o segundo trimestre de 2017, a economia cresceu 2,9 por cento em vez dos 2,8 por cento relatados anteriormente. A produção expandiu 3,2 por cento no primeiro semestre de 2018, em vez de 3,1 por cento, colocando a economia no caminho certo para atingir a meta de crescimento anual de 3 por cento do governo do presidente Donald Trump.

    Mas é improvável que o crescimento robusto do segundo trimestre seja sustentado dado fatores pontuais, como um pacote de corte de 1,5 trilhão de dólares em impostos que proporcionou um choque nos gastos do consumidor após um apático primeiro trimestre e um carregamento antecipado de exportações de soja para a China para evitar tarifas comerciais retaliatórias.

    O governo informou na terça-feira que o déficit comercial saltou em julho 6,3 por cento, para 72,2 bilhões de dólares, uma vez que a queda de 6,7 por cento nos embarques de alimentos pesou sobre as exportações.

    Embora os gastos dos consumidores tenham se mantido fortes no início do terceiro trimestre, o mercado imobiliário enfraqueceu ainda mais, com a construção residencial subindo menos que o esperado em julho e as vendas de novas moradias e de moradias usadas diminuindo.

    Os economistas esperavam que o crescimento do PIB no segundo trimestre fosse revisado para baixo a 4,0 por cento. A economia cresceu a uma taxa de 2,2 por cento no período de janeiro a março.

    (Por Lucia Mutikani)

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