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Crescimento salarial na zona do euro desacelera no segundo trimestre

Crescimento salarial na zona do euro desacelera no segundo trimestre

Reuters

16/09/2026

Placeholder - loading - Prédio do Banco Central Europeu em Frankfurt, na Alemanha  6 de junho de 2024. REUTERS/Wolfgang Rattay/Foto de arquivo
Prédio do Banco Central Europeu em Frankfurt, na Alemanha 6 de junho de 2024. REUTERS/Wolfgang Rattay/Foto de arquivo

FRANKFURT, 16 Set (Reuters) - O crescimento dos ​salários na zona do euro continuou a desacelerar no último trimestre mesmo com a alta da inflação, e os acordos salariais negociados apontam para apenas uma leve aceleração no próximo ano, o que tranquiliza as autoridades do Banco Central Europeu sobre o controle do aumento dos preços.

O BCE está acompanhando de perto a evolução dos salários para verificar se o recente aumento da inflação devido à energia está alimentando demandas ⁠salariais ⁠excessivas, já que isso poderia desencadear ​uma ‌espiral salário-preços difícil de ser interrompida e que exigiria um aperto monetário mais agressivo.

O BCE já elevou as taxas de juros duas vezes este ano, mas afirma que apenas um aperto ⁠moderado da política monetária é necessário uma vez que o ​atual choque inflacionário é muito mais brando do que em 2022, ​quando o aumento dos preços ultrapassou 10% ‌e o BCE ​demorou ⁠a reagir.

O aumento anual dos custos trabalhistas desacelerou para 3,1% no segundo trimestre, ante 3,3% nos três meses anteriores, após ter subido mais de ​5% no auge da crise de inflação de 2022/23, segundo dados divulgados pelo Eurostat nesta quarta-feira.

Enquanto isso, números separados do BCE apontam para apenas um aumento modesto no crescimento salarial negociado para o ​primeiro semestre de 2027.

O indicador do BCE sugere um crescimento salarial negociado de 2,6% a 2,7% até o final do primeiro trimestre do próximo ano, seguido de uma aceleração para 2,8%, informou o banco.

O BCE vem afirmando há muito tempo que um crescimento salarial de 3% é amplamente consistente com sua meta de inflação de 2%, e suas projeções ​neste mês continuam indicando apenas pressões salariais modestas, dada uma certa fraqueza ‌no mercado de trabalho.

A principal ⁠preocupação do BCE é que os altos custos da energia acabem por elevar o custo de outros bens e serviços, e que ⁠os sindicatos respondam exigindo compensação por esse ⁠aumento.

No entanto, nada disso parece estar ⁠se refletindo nos ⁠dados ​até o momento, o que tem surpreendido algumas autoridades.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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