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Cubanos se reúnem diante da embaixada dos EUA em Havana para protestar contra indiciamento de Raúl Castro

Cubanos se reúnem diante da embaixada dos EUA em Havana para protestar contra indiciamento de Raúl Castro

Reuters

22/05/2026

Placeholder - loading - Pessoas se reúnem para protestar contra as políticas dos EUA em relação à Cuba, incluindo indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro, em Havana  22 de maio de 2026    REUTERS/Norlys Perez
Pessoas se reúnem para protestar contra as políticas dos EUA em relação à Cuba, incluindo indiciamento do ex-presidente cubano Raúl Castro, em Havana 22 de maio de 2026 REUTERS/Norlys Perez

Atualizada em  22/05/2026

HAVANA, 22 Mai (Reuters) - Milhares de ​cubanos se reuniram na manhã de sexta-feira diante da embaixada dos EUA em Havana para protestar contra a decisão dos EUA de indiciar o ex-presidente Raúl Castro pela derrubada de dois aviões civis há 30 anos.

A manifestação pró-governo, que começou logo após o amanhecer na orla de Havana, ocorre em um momento em que autoridades cubanas se ⁠uniram ⁠esta semana em apoio ao ​herói ‌revolucionário da ilha em meio a tensões crescentes com os Estados Unidos.

Raúl Castro, de 94 anos, não estava presente.

O parlamentar cubano Gerardo Hernández, herói ⁠nacional e ex-espião, transmitiu uma mensagem agradecendo ao povo ​cubano e aos amigos ao redor do mundo pela ​solidariedade.

'Enquanto eu viver, permanecerei na vanguarda ‌da revolução, ​com um ⁠pé no estribo', disse Castro, segundo Hernández.

Milhares de cubanos agitaram bandeiras durante o protesto de quase uma hora à ​beira-mar, a apenas 145 quilômetros da costa dos EUA, gritando 'Viva Raúl!' e 'Pátria ou Morte!'.

O presidente Miguel Díaz-Canel e o primeiro-ministro Manuel Marrero compareceram ao ato, assim como ​vários membros da família de Castro, incluindo a filha Mariela Castro, o filho Alejandro Castro e o neto Raúl Rodríguez Castro.

Rodríguez Castro, conhecido em Cuba como 'Raulito' ou 'El Cangrejo', costuma servir como guarda-costas de seu avô e se encontrou na semana passada com o diretor da CIA John ​Ratcliffe, durante uma rara visita de um chefe de espionagem ‌dos EUA a Havana.

Cuba diz ⁠que o indiciamento de Castro por acusações de assassinato na quarta-feira foi baseado em alegações 'espúrias' destinadas a ⁠servir de pretexto para invadir a ⁠nação em meio a ⁠um esforço do ⁠governo ​Trump para derrubar o governo da ilha.

(Reportagem de Ayose Naranjo)

Reuters

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