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De olho na Rússia, Alemanha está disposta a estacionar tropas permanentemente na Lituânia

De olho na Rússia, Alemanha está disposta a estacionar tropas permanentemente na Lituânia

Reuters

26/06/2023

Placeholder - loading - Ministro da defesa alemão, Boris Pistorius, durante conferência em Paris, França 19/06/2023 GEOFFROY VAN DER HASSELT/Pool via REUTERS
Ministro da defesa alemão, Boris Pistorius, durante conferência em Paris, França 19/06/2023 GEOFFROY VAN DER HASSELT/Pool via REUTERS

BERLIM (Reuters) - A Alemanha está pronta para estacionar uma brigada do Exército de 4.000 soldados na Lituânia de forma permanente em coordenação com o planejamento de defesa da Otan após a invasão da Ucrânia pela Rússia, disse o ministro da Defesa alemão nesta segunda-feira.

'A Alemanha mantém seu compromisso como membro da Otan, como a maior economia da Europa, de apoiar a proteção do flanco oriental', disse Boris Pistorius durante uma visita a Vilnius nesta segunda-feira, sem dar um cronograma.

Ele afirmou, no entanto, que a infraestrutura necessária precisa estar instalada como uma pré-condição. No passado, Berlim disse que a Lituânia levaria anos para fornecer quartéis, áreas habitacionais para famílias, depósitos e campos de treinamento.

'Concordamos que a brigada crescerá passo a passo à medida que a infraestrutura for estabelecida', disse Pistorius, acrescentando que tal desdobramento não poderá ser concluído em 'alguns meses'.

A implantação também precisa ser compatível com os planos regionais da Otan, detalhando como responderia a um ataque russo, enfatizou o ministro.

O presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, disse que pretende que a infraestrutura esteja pronta até 2026.

'Estamos simplificando os procedimentos... para poder finalizar a construção da infraestrutura até 2026', afirmou. 'Mas não ficarei zangado se o ministro da defesa finalizar em 2025.'

A Alemanha já lidera o grupo de batalha multinacional da Otan na Lituânia, um batalhão reforçado de cerca de 1.000 soldados.

(Reportagem de Sabine Siebold)

Reuters

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