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    Dólar fecha em queda atento a Orçamento, mas incerteza permanece

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    Casa de câmbio no Rio de Janeiro REUTERS/Ricardo Moraes/File Photo

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    Por José de Castro

    SÃO PAULO (Reuters) - O dólar começou a semana em queda frente ao real, captando algum alívio no noticiário sobre o Orçamento e, por conseguinte, em novos questionamentos sobre a permanência do ministro da Economia, Paulo Guedes, no cargo.

    A moeda, porém, fechou a alguma distância das mínimas intradiárias e perto das máximas, evidência do grau de desconforto com o tema que ainda aflige o mercado.

    O dólar à vista fechou esta segunda-feira em queda de 0,60%, a 5,6798 reais na venda, após oscilar entre 5,6845 reais (-0,52%) e 5,6341 reais (-1,40%).

    A moeda foi à mínima do dia ainda pela manhã, quando o mercado repercutiu mais visivelmente informações sobre acordo entre a equipe econômica do governo e líderes do Congresso sobre o Orçamento 2021, segundo disse à Reuters uma fonte próxima às negociações.

    O Orçamento endossado pelos parlamentares duas semanas atrás causou alvoroço no mercado por, nas avaliações de analistas e de integrantes do próprio governo, trazer estimativas irreais de gastos e receitas e pelo robusto volume de emendas parlamentares, em mais uma evidência da dependência do governo em relação a alguns grupos de congressistas, sobretudo o centrão.

    O mal-estar deixou o presidente Jair Bolsonaro entre a equipe econômica e o Congresso e trouxe de volta ao radar debate sobre a permanência de Paulo Guedes no cargo. O ministro havia classificado a peça orçamentária como 'inexequível'.

    'Acho que, com isso (o suposto acordo), a questão da saída do Paulo Guedes perdeu bastante tração', disse Roberto Motta, responsável pela mesa de derivativos da Genial Investimentos, segundo o qual, com os rumores em torno da saída do ministro se espalhando, os estrangeiros compraram entre quarta e quinta-feiras 76 mil contratos futuros de dólar no mercado local.

    'Mas se a turma do fura-teto ganhar importância, ganhar mais verbas, talvez eu não descarte a saída de Paulo Guedes. (...) A gente vai conviver com essas idas e vindas daqui até as eleições (de 2022)', completou.

    Em participação em evento virtual da XP, Guedes mostrou seu costumaz otimismo com a economia ao voltar a falar de desestatizações, avaliar que as reformas administrativa e tributária serão aprovadas neste ano e lembrar os leilões de concessões nesta semana. Guedes ressalvou, porém, que vetar o texto do Orçamento --sua ideia preferida-- é politicamente 'complicado'.

    Guedes 'começou muito bem o evento, mas já adota a sua retórica de voltar no tempo e na história de séculos atrás para explicar o presente. Acho que, nesses momentos, ele se perde um pouco', avaliou Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos, segundo o qual as expectativas são de baixa adesão de estrangeiros nos leilões de concessões desta semana.

    Mais cedo, investidores analisaram falas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao Estadão. Campos Neto reforçou que o BC está preocupado com as contas públicas, disse que o Orçamento pode aumentar o risco fiscal e atrapalhar a política monetária e reafirmou que a autarquia não faz política de juros olhando para a taxa de câmbio.

    Alguns no mercado entenderam que, com uma preocupação adicional para o BC (o Orçamento), há risco de mais impacto sobre a inflação, o que levaria o BC a subir os juros além do que ele próprio tem indicado --movimento que seria em teoria benéfico ao real.

    Escrito por Reuters

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