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Economia brasileira ainda pode crescer 2,5% em 2020 apesar de crise global, diz Guedes

Economia brasileira ainda pode crescer 2,5% em 2020 apesar de crise global, diz Guedes

Reuters

16/03/2020

Placeholder - loading - Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento no Palácio do Planalto 20/02/2020 REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de evento no Palácio do Planalto 20/02/2020 REUTERS/Adriano Machado

BRASÍLIA (Reuters) - A economia brasileira ainda pode crescer cerca de 2,5% neste ano, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista à CNN Brasil divulgada no domingo, desde que o país não sucumba à 'psicologia do fracasso' em meio à crise global pelo novo coronavírus.

Com a economia mundial se deteriorando a um ritmo alarmante, provocando alertas de recessão por economistas e ações emergenciais de muitos dos principais bancos centrais do mundo, Guedes afirmou que a 'dinâmica de crescimento' do Brasil vai aguentar bem.

'Se nos entregarmos (à crise) e se um continuar brigando com o outro, isso será a 'psicologia do fracasso'. Aí, sim, vai haver uma desaceleração econômica”, disse Guedes na entrevista.

'(Mas) nós temos uma dinâmica própria de crescimento, e o Brasil pode perfeitamente crescer 2% ou 2,5% com o mundo caindo', acrescentou.

Na semana passada, o governo reduziu a expectativa de crescimento em 2020 de 2,4% para 2,1%. A maioria dos economistas do setor privado também reduziu suas previsões nas últimas semanas, mas de forma muito mais agressiva, com muitas próximas ou mesmo abaixo de 1,0%.

Guedes alegou que o pacote anunciado pelo governo para combater o coronavírus no país, incluindo 5 bilhões de reais destinados ao Ministério da Saúde, é suficiente.

O ministro disse estar aberto à possibilidade de ampliar o volume desses recursos, mas, na semana passada, disse que as rígidas regras fiscais do governo, incluindo o teto de gastos, devem ser mantidas.

As ações e a moeda do país estão entre as mais afetadas nos mercados ao longo das últimas semanas, já que os investidores passaram a avaliar os danos econômicos que o surto de coronavírus provavelmente causaria na maior economia da América Latina.

(Por Jamei McGeever)

Reuters

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