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Economia do Japão cresce mais que o esperado no 1º tri

Economia do Japão cresce mais que o esperado no 1º tri

Reuters

19/05/2026

Placeholder - loading - Casal tira fotos de seu casamento perto de um canteiro de obras em Tóquio  19 de maio de 2026.  REUTERS/Issei Kato
Casal tira fotos de seu casamento perto de um canteiro de obras em Tóquio 19 de maio de 2026. REUTERS/Issei Kato

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 19 Mai (Reuters) - A economia ​do Japão cresceu mais rápido do que o esperado no primeiro trimestre devido à solidez das exportações e do consumo, mas esse ímpeto enfrentará um teste severo à medida que a força total do choque energético da guerra no Irã se fizer sentir entre as empresas e os consumidores.

Os dados serão um dos principais fatores que o Banco do Japão examinará para determinar se a economia pode suportar a crise energética e permitir que ele aumente a taxa de juros já ⁠no ⁠próximo mês.

'Os dados de hoje mostram ​que a ‌economia estava em uma base sólida antes da guerra no Irã, o que significa que ela tem alguns amortecedores para resistir ao choque energético', disse Yoshiki Shinke, economista executivo sênior do Dai-ichi Life Research Institute.

'A ⁠economia pode contrair no segundo trimestre, mas se o problema for ​apenas o aumento geral dos preços, ela provavelmente poderá retomar a recuperação ​depois disso. Se houver grandes interrupções no ‌fornecimento, os danos ao ​crescimento ⁠podem ser tão graves que o Banco do Japão pode não ter espaço para aumentar os juros em junho', disse ele.

O Produto Interno Bruto (PIB) real do Japão aumentou ​2,1% em termos anualizados, segundo dados divulgados nesta terça-feira, superando a mediana das previsões do mercado para um ganho de 1,7% e um aumento revisado de 0,8% no trimestre anterior, de outubro a dezembro.

O segundo trimestre consecutivo de ​expansão na quarta maior economia do mundo foi sustentado por exportações sólidas, com a demanda externa líquida acrescentando 0,3 ponto percentual ao crescimento, mostraram os dados.

O consumo privado e as despesas de capital cresceram 0,3% em relação ao trimestre anterior, sugerindo que os lucros corporativos robustos e os ganhos salariais constantes estavam apoiando a recuperação.

Mas analistas esperam que o crescimento diminua nos próximos trimestres, à medida ​que se intensificam as consequências do conflito no Oriente Médio, que causou uma interrupção ‌sem precedentes no fornecimento global de ⁠energia.

'Acreditamos que o PIB do primeiro trimestre já ficou para trás e esperamos que a economia sinta as pressões dos custos altos de energia ⁠no futuro. Os preços mais altos da energia e ⁠a elevada incerteza limitarão o consumo ⁠e o investimento ⁠no ​curto prazo', escreveram os analistas da Oxford Economics em uma nota.

(Reportagem de Leika Kihara)

Reuters

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