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Economistas pioram previsões para déficit fiscal e dívida pública em 2026, mostra Prisma

Economistas pioram previsões para déficit fiscal e dívida pública em 2026, mostra Prisma

Reuters

15/10/2026

Placeholder - loading - Moedas de real brasileiro retratadas no Rio de Janeiro, em 15 de outubro de 2010.REUTERS/Bruno Domingos
Moedas de real brasileiro retratadas no Rio de Janeiro, em 15 de outubro de 2010.REUTERS/Bruno Domingos

Atualizada em  15/10/2026

BRASÍLIA, 15 Out (Reuters) - Economistas consultados pelo ​Ministério da Fazenda pioraram as projeções para o déficit primário do governo central e a dívida pública em 2026, uma deterioração que não foi refletida nas estimativas para 2027, mostrou o relatório Prisma divulgado nesta terça-feira.

A mediana das expectativas para o déficit primário em 2026 passou para R$53,048 bilhões no relatório de outubro, de R$52,271 bilhões em setembro. Para 2027, a previsão é de déficit de R$44,000 bilhões, rombo menor que ⁠a ⁠estimativa anterior de R$45,350 bilhões.

O ​governo tem ‌como meta alcançar um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto em 2026 (R$34,3 bilhões) e de 0,50% em 2027 (R$73,2 bilhões), mas há despesas que não são consideradas para efeitos da ⁠meta, que conta ainda com uma margem de tolerância de 0,25 ​ponto percentual do PIB.

O Prisma estimou que a dívida bruta ​do governo ficará em 83,40% do PIB ‌em 2026, contra ​previsão de ⁠83,20% apontada em setembro. Para 2027, a expectativa é que o indicador salte para 87,00% do PIB, mesmo patamar estimado no mês anterior.

A equipe ​econômica do governo tem argumentado que o endividamento segue elevado apesar de uma melhora em resultados primários ao longo dos anos por conta do nível alto da taxa básica Selic, que eleva o ​gasto com juros da dívida pública.

A Selic está atualmente em 13,75% ao ano após cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, mas o Banco Central não indicou o que fará com os juros básicos na próxima reunião, que ocorre no início de novembro.

Do lado da arrecadação, a expectativa mediana da receita líquida do governo central para este ano apontada ​no Prisma caiu ligeiramente para R$2,580 trilhões, de R$2,581 trilhões no levantamento ‌anterior. Para 2027, a projeção ⁠ficou praticamente estável em R$2,750 trilhões.

Na frente dos gastos, foi mantida em R$2,625 trilhões a previsão para as despesas do governo central ⁠neste ano. No caso de 2027, a ⁠projeção das despesas é de R$2,793 ⁠trilhões, pouco acima ⁠dos ​R$2,792 trilhões apontados um mês antes.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

Reuters

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