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El Niño pode aumentar vendas de gás da Argentina para o Brasil, diz executivo da OLACDE

El Niño pode aumentar vendas de gás da Argentina para o Brasil, diz executivo da OLACDE

Reuters

23/06/2026

Placeholder - loading - Gás de xisto na formação Vaca Muerta, nos arredores da cidade de Anelo, na Patagônia argentina, em 22 de outubro de 2024. REUTERS/Alexander Villegas/Foto de arquivo
Gás de xisto na formação Vaca Muerta, nos arredores da cidade de Anelo, na Patagônia argentina, em 22 de outubro de 2024. REUTERS/Alexander Villegas/Foto de arquivo

Por Eliana Raszewski

BUENOS AIRES, 23 ​Jun (Reuters) - As vendas de gás natural da Argentina ao Brasil poderiam aumentar durante a primavera do Hemisfério Sul devido ao fenômeno climático El Niño, afirmou à Reuters um representante da Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE).

Um El Niño intenso aumentaria a frequência e a intensidade das chuvas na Argentina, permitindo maior aproveitamento das usinas hidrelétricas. No oeste do Brasil, no entanto, o fenômeno causaria seca, ⁠exigindo ⁠mais gás natural para gerar ​energia ‌nas usinas termelétricas.

“É provável que o Brasil tenha uma maior necessidade de gás natural e que a Argentina, devido ao impacto do El Niño no rio Paraná, possa ⁠ter excedentes exportáveis”, disse Guido Maiulini, chefe de assessoria estratégica, ​à Reuters na sexta-feira.

A OLACDE é uma organização regional composta ​por 27 países.

Maiulini não estimou em ‌quanto as vendas ​de ⁠gás -- atualmente realizadas de forma pontual -- poderiam aumentar. No ano passado, a Argentina, pela primeira vez, exportou gás de sua formação de ​xisto de Vaca Muerta para o Brasil por meio de gasodutos bolivianos.

MERCADO REGIONAL DE GÁS

A Argentina está desenvolvendo Vaca Muerta, no oeste do país, que possui a segunda maior reserva ​de gás não convencional e a quarta maior reserva de petróleo do mundo.

De acordo com a OLACDE, é possível uma maior integração regional do gás, devido aos recursos não convencionais de Vaca Muerta e à demanda não atendida em alguns mercados.

Mas a expansão do comércio regional poderia exigir um investimento de US$18 bilhões em ​infraestrutura no Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia e Argentina, estima a ‌OLACDE. Isso inclui um gasoduto ⁠da província argentina de Santa Fé até Porto Alegre, no Brasil, e modificações em um gasoduto da Argentina para ⁠a Bolívia.

A Argentina está negociando novos acordos ⁠de exportação de gás com ⁠o Brasil utilizando ⁠gasodutos ​na Bolívia, disse Maiulini.

(Reportagem de Eliana Raszewski; Redação de Leila Miller)

Reuters

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