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    Em diplomação no TSE, Bolsonaro diz que governará para todos e fala em ruptura de práticas antigas

    Por Thomson Reuters

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    Por Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello

    BRASÍLIA (Reuters) - Diplomado nesta segunda-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente eleito Jair Bolsonaro, disse que governará para todos os brasileiros e que seu compromisso com o voto popular é 'inquebrantável'.

    Na solenidade em que recebeu o diploma, Bolsonaro afirmou que diferenças são “inerentes” a uma sociedade “múltipla e complexa” como a brasileira, e disse ser um exemplo de que “a transformação pelo voto popular é possível”.

    “A partir de 1º de janeiro serei o presidente dos 210 milhões dos brasileiros. Governarei em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião”, disse o presidente eleito.

    “Agradeço muito especialmente aos mais de 57 milhões de brasileiros que honraram o seu voto. Aos que não me apoiaram, peço sua confiança para construirmos juntos um futuro melhor para o nosso país.”

    Para o presidente eleito, o país deve se orgulhar das últimas eleições, “livres” e “justas”, em que a população escolheu seus representantes. Bolsonaro defendeu que enquanto “incertezas” espalham-se pelo mundo, o Brasil demonstrou que é possível promover transformações pelo voto popular, classificando o processo como “irreversível”. Também aproveitou o discurso para destacar que seu compromisso com a “soberania do voto popular é inquebrantável”.

    “Somos uma das maiores democracias do mundo. 120 milhões de brasileiros foram às urnas de forma pacífica e ordeira. Respondemos ao dever cívico do voto”, disse o presidente eleito.

    “Os desejos de mudança foram expressos de forma clara nas eleições, a população quer paz e prosperidade, sem abdicar dos valores que caracterizam o povo brasileiro”, disse o presidente, que relatou defender desde o início de sua trajetória os valores da “família”, os interesses do país e a soberania nacional.

    Bolsonaro avaliou ainda que a última disputa eleitoral inaugurou um “novo tempo”, em que a população, auxiliada pelas novas tecnologias, não precisa mais de uma intermediação para se comunicar com seus representantes.

    Logo no início do discurso, em que pareceu estar emocionado, Bolsonaro agradeceu a Deus por estar vivo. O presidente eleito também utilizou sua fala para criticar “práticas” de governos anteriores e se comprometer com o combate à corrupção.

    “A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer uma ruptura com práticas que historicamente retardam o nosso progresso, Não mais a corrupção, não mais a violência, não mais as mentiras, não mais uma manipulação ideológica, não mais a submissão do nosso destino a interesses alheios, não mais mediocridade complacente em detrimento do nosso desenvolvimento”, afirmou.

    Bolsonaro ressaltou, ainda, que é obrigação do Estado oferecer condições para o desenvolvimento, para fazer “valer a pena” os impostos pagos pelo contribuinte e para a geração de emprego e renda.

    Em seu discurso, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, defendeu a importância dos direitos humanos e argumentou que a democracia não consiste apenas na realização periódica de eleições, mas também no diálogo e na tolerância.

    O RITO

    Na cerimônia para a qual foram convidadas cerca de 700 pessoas, Bolsonaro e o vice-presidente eleito general Hamilton Mourão receberam os diplomas das mãos da presidente do TSE. Capitão da reserva do Exército, Bolsonaro bateu continência ao entrar no plenário do TSE e depois de ser diplomado.

    Etapa indispensável para que os eleitos possam tomar posse, o rito de diplomação serve como um atestado de que o candidato escolhido pelas urnas cumpriu as formalidades exigidas pela lei eleitoral e pode assumir o mandato. São requisitos, por exemplo, para obter o diploma, estar com o registro de candidatura deferido e as contas de campanha julgadas.

    Segundo o TSE, a solenidade é realizada desde 1951, ano em que Getúlio Vargas foi eleito para a Presidência da República. A cerimônia não foi adotada durante o regime militar e voltou a ser realizada apenas com Fernando Collor de Mello, eleito em 1989.

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