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    Em último debate, favorito à Presidência do México diz que colapso do Nafta 'não é fatal'

    Por Thomson Reuters

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    Por Anthony Esposito e Noe Torres

    CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O colapso do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) não seria fatal ao México, afirmou o candidato esquerdista e favorito a vencer a eleição presidencial do país. André Manuel López Obrador, na terça-feira, enquanto mantinha a calma diante dos ataques de seus rivais no último debate televisionado antes das eleições marcadas para o dia 1º de Julho. 

    Perguntado sobre o que faria caso falhassem as negociações para renegociar o acordo que sustenta a grande maioria do comércio do país, López Obrador disse que redirecionaria a economia para o mercado interno, ressuscitando a economia rural. 

    Irei sugerir que o tratado continue, mas (o fim do Nafta) não pode ser fatal aos mexicanos, nosso país tem muitos recursos naturais, muita riqueza , disse em discussão em mesa redonda entre os quatro candidatos na cidade de Mérida. 

    Extensas negociações convocadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para modernizar o Nafta chegaram a um impasse desde que o presidente norte-americano impôs tarifas sobre importações de aço e alumínio a seus principais parceiros comerciais. 

    Com apenas pouco mais de duas semanas antes dos eleitores irem às urnas, o debate foi uma das últimas chances para os candidatos que querem diminuir a liderança do esquerdista López Obrador na corrida presidencial.

    Os quatro candidatos discutiram sobre suas visões de mudanças para os sistemas educacional e de saúde pública do México, mas, aparentemente, ninguém atingiu nenhum golpe decisivo o bastante para alterar o atual cenário eleitoral. 

    O ex-prefeito da Cidade do México, que está em sua terceira tentativa de chegar à Presidência, saiu ileso dos dois debates anteriores e desde então só amplia sua vantagem de dois dígitos na maioria das pesquisas. 

    Ele tem o dobro do apoio de Ricardo Anaya, que lidera uma coalizão de direita-esquerda, de acordo com uma pesquisa nacional publicada no início da terça-feira. 

    López Obrador novamente prometeu financiar grandes projetos ao terminar com a corrupção, mas foi acusado por Anaya de distribuir contratos sem licitações públicas quando era prefeito da Cidade do México. 

    O esquerdista negou as acusações e Anaya levantou um cartaz que direcionava os espectadores a um website que teria evidências para suas acusações. 

    O endereço eletrônico, no entanto, não funcionava, e o partido de centro-direito Partido de Ação Nacional (PAN), que era chefiado por Anaya, disse no Twitter que o site havia sofrido um ataque virtual da Rússia. 

    O PAN não comentou mais o assunto imediatamente e a Reuters não conseguiu verificar independentemente a acusação de que o endereço havia recebido dezenas de milhares de acessos simultâneos de endereços russos. 

    López Obrador, de 64 anos, se beneficiou do amplo desencantamento com o atual partido do governo, o Partido Revolucionário Institucional (PRI), diante de escândalos de corrupção política, níveis recordes de violência e vagaroso crescimento econômico.

    ((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759)) REUTERS ES

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