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Emirados Árabes Unidos dizem que uso de Ormuz precisa ser garantido em qualquer acordo entre EUA e Irã

Emirados Árabes Unidos dizem que uso de Ormuz precisa ser garantido em qualquer acordo entre EUA e Irã

Reuters

06/04/2026

Placeholder - loading - Assessor diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos Anwar Gargash 22 de outubro de 2025   REUTERS/Rula Rouhana
Assessor diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos Anwar Gargash 22 de outubro de 2025 REUTERS/Rula Rouhana

Por Samia Nakhoul e Maha ​El Dahan

DUBAI, 6 Abr (Reuters) - Anwar Gargash, autoridade dos Emirados Árabes Unidos, disse que qualquer acordo sobre a guerra entre EUA e Irã precisa garantir o acesso pelo Estreito de Ormuz, alertando que um acordo que não consiga controlar o programa nuclear do Irã e seus mísseis e drones abriria caminho para 'um Oriente Médio mais perigoso e mais ⁠volátil'.

Gargash, ⁠conselheiro diplomático do presidente dos ​Emirados ‌Árabes Unidos, declarou em uma coletiva de imprensa no fim de semana que o Estreito de Ormuz -- a via petrolífera mais importante do mundo -- ⁠não pode ser transformado em arma, enfatizando que sua ​segurança não é uma moeda de troca regional, mas ​um imperativo econômico global.

'O Estreito de ‌Ormuz não ​pode ser ⁠refém de nenhum país', disse Gargash, acrescentando que a liberdade de navegação pela hidrovia 'tem que ser parte integrante da ​solução de qualquer conflito com um acordo claro sobre isso'.

Gargash disse que os Emirados Árabes Unidos querem que a guerra termine, mas advertiu contra um cessar-fogo que ​deixe sem solução as causas fundamentais da instabilidade.

'Não queremos ver uma escalada cada vez maior', afirmou ele. 'Mas não queremos um cessar-fogo que não resolva algumas das principais questões que criarão um ambiente muito mais perigoso na região... principalmente o programa nuclear (do Irã), os mísseis e drones que ​ainda estão chovendo sobre nós e sobre outros países.'

Estados Unidos ‌e Israel têm bombardeado o ⁠Irã com mísseis e ataques aéreos por mais de cinco semanas para destruir o que eles disseram ⁠ser uma ameaça iminente do programa ⁠de desenvolvimento de armas ⁠nucleares do país, ⁠do ​arsenal de mísseis balísticos e do apoio a milícias regionais.

Reuters

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