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Enfermeira é acusada de ajudar imigrante a fugir da custódia do ICE nos EUA

Enfermeira é acusada de ajudar imigrante a fugir da custódia do ICE nos EUA

Reuters

29/09/2026

Placeholder - loading - Crachá do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) bordado na camisa de funcionário do ICE em Arlington, Texas, EUA 26 de agosto de 2025 REUTERS/Shelby Tauber
Crachá do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) bordado na camisa de funcionário do ICE em Arlington, Texas, EUA 26 de agosto de 2025 REUTERS/Shelby Tauber

Por Jasper Ward

WASHINGTON, 29 Set (Reuters) - Uma ​enfermeira de Michigan foi acusada de ajudar um cidadão mexicano a fugir da custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no hospital onde trabalhava, mostraram documentos judiciais divulgados nesta terça-feira.

Chloe Renae Freeman, 33, de Whitmore Lake, Michigan, foi acusada no final de agosto de ajudar “deliberadamente” um imigrante não identificado, sujeito a deportação dos Estados Unidos, a fugir da custódia federal no Trinity Health Ann Arbor Hospital, afirmou o agente especial ⁠do ⁠FBI Michael Wagner em uma denúncia ​criminal.

O ‌cidadão mexicano não identificado havia se ferido ao tentar fugir dos agentes do ICE em 28 de maio, segundo a denúncia. Ele foi levado ao hospital, onde Freeman trabalhava, para uma ⁠avaliação médica e, posteriormente, passou por uma tomografia computadorizada, disse Wagner.

Após ​a conclusão do exame, Freeman retirou o imigrante da sala de ​exames, de acordo com a denúncia. Imagens ‌das câmeras de ​segurança ⁠mostraram o homem saindo do hospital pelas portas da área de ambulâncias menos de três minutos depois que Freeman o retirou de lá, segundo a ​denúncia.

Ele não foi localizado desde então, de acordo com a denúncia.

Wagner disse que Freeman admitiu, durante uma entrevista em 18 de junho, que permitiu que o indivíduo saísse do hospital. Embora soubesse que ele ​era um detido do ICE, ela disse que não acreditava que ele estivesse sob custódia naquele momento, pois os agentes não estavam fisicamente com ele na sala de tomografia computadorizada.

“FREEMAN disse aos entrevistadores que não concordava com o ICE separar pessoas de suas famílias e que sabia que ‘iria libertá-lo’”, escreveu Wagner na denúncia.

Ele acrescentou que a enfermeira disse acreditar ​que o homem poderia ter morrido devido aos ferimentos.

A Trinity Health informou que ‌Freeman não trabalha mais no ⁠hospital.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA e um advogado de Freeman não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Freeman deveria comparecer ao tribunal ⁠federal em Detroit nesta terça-feira, de acordo ⁠com o Detroit News. Seu ⁠advogado, Matthew Borgula, ⁠disse ​ao jornal que ela planeja se declarar inocente.

(Reportagem de Jasper Ward, em Washington)

Reuters

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