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Enviado de Trump consegue libertação de 25 presos em Belarus e espera que centenas mais sejam libertados em breve

Enviado de Trump consegue libertação de 25 presos em Belarus e espera que centenas mais sejam libertados em breve

Reuters

16/09/2026

Placeholder - loading - John Coale, enviado especial dos EUA, concede entrevista à Reuters em Vilnius    16 de setembro de 2026      REUTERS/Janis Laizans
John Coale, enviado especial dos EUA, concede entrevista à Reuters em Vilnius 16 de setembro de 2026 REUTERS/Janis Laizans

VILNIUS, 16 Set (Reuters) - Belarus libertou ​25 presos na quarta-feira em troca de uma nova flexibilização das sanções dos EUA, e o enviado norte-americano John Coale disse à Reuters que centenas de outros podem ser libertados em um mês.

O acordo foi o mais recente resultado de uma série de negociações que se estendem por mais de um ano entre Coale e o presidente bielorrusso Alexander Lukashenko, ⁠um ⁠aliado próximo do presidente russo ​Vladimir Putin.

Coale ‌foi encarregado pelo presidente Donald Trump de garantir a libertação de centenas de pessoas, incluindo defensores dos direitos humanos, ativistas políticos, jornalistas e advogados.

A diplomacia ⁠dos EUA é delicada porque Lukashenko, no comando do ​antigo Estado soviético desde 1994, há muito tempo é rejeitado ​pelo Ocidente por reprimir seus ‌oponentes e apoiar ​a guerra ⁠da Rússia na Ucrânia.

“Esse (processo) tem sido muito bem-sucedido. O presidente Trump está muito satisfeito com isso”, disse Coale à Reuters na ​capital lituana, Vilnius, para onde os prisioneiros libertados foram levados.

O número de 25 libertações foi muito inferior aos 250 que Coale negociou em sua última visita a ​Minsk, em março.

Mas o norte-americano disse que espera retornar em cerca de um mês e que, nessa altura, “centenas” estariam livres.

O grupo de direitos humanos Viasna, proibido em Belarus por ser considerado uma organização extremista, afirmou que muitos dos libertados na quarta-feira haviam sido condenados a longas penas de prisão. Um ​deles, o jornalista Andrei Alyaksandrau, cumpria uma pena de 14 anos.

Também ‌foram libertados três músicos, ⁠presos em 2022, cujas canções foram classificadas como “materiais extremistas”.

Uma fonte a par da situação disse à Reuters que, além ⁠dos 25, espera-se que um número ⁠significativo de presos seja libertado ⁠e permaneça ⁠em ​Belarus.

(Reportagem de Andrius Sytas em Vilnius e Mark Trevelyan em Londres)

Reuters

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