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Escalada entre EUA e Irã pode ameaçar superávit no mercado de petróleo em 2027, diz AIE

Escalada entre EUA e Irã pode ameaçar superávit no mercado de petróleo em 2027, diz AIE

Reuters

10/07/2026

Placeholder - loading - Operações no campo petrolífero de Airankol, no oeste do Cazaquistão  21 de abril de 2026   REUTERS/Pavel Mikheyev
Operações no campo petrolífero de Airankol, no oeste do Cazaquistão 21 de abril de 2026 REUTERS/Pavel Mikheyev

Por Robert Harvey

LONDRES, 10 Jul (Reuters) - Uma escalada ​das hostilidades entre EUA e Irã pode comprometer a previsão da Agência Internacional de Energia de um superávit significativo no mercado de petróleo no próximo ano, informou a agência nesta sexta-feira, no momento em que a oferta global aumentou em junho, quando o Estreito de Ormuz foi reaberto, mas ainda ficou aquém dos níveis pré-guerra.

Os mercados globais de petróleo tiveram um certo alívio no mês passado, quando um acordo de paz entre os EUA e o Irã facilitou a reabertura do estreito, onde houve interrupção do fluxo de até ⁠14 milhões ⁠de barris por dia de petróleo ​bruto durante ‌o auge da maior crise de abastecimento de petróleo da história.

A AIE informou que a oferta global de petróleo aumentou 4,1 milhões de bpd em junho, mas permaneceu 9,4 milhões de bpd abaixo dos níveis pré-guerra.

A agência prevê que ⁠a oferta aumentará em 7,5 milhões de bpd no próximo ano, após ​uma contração de 3,7 milhões de bpd neste ano, mas isso depende da melhoria ​dos trânsitos pelo Estreito de Ormuz.

“Uma escalada das ‌hostilidades nos dias 7 ​e ⁠8 de julho, no entanto, obscurece as perspectivas e poderia comprometer a previsão de que o mercado passe a apresentar um superávit no próximo ano”, afirmou a agência, acrescentando que um ​acordo de paz duradouro é “indispensável” para que os mercados de petróleo se normalizem.

As previsões da AIE para 2027 indicam que a oferta superará a demanda em 4,62 milhões de bpd no próximo ano, em comparação com um déficit de 860 mil bpd ​neste ano, desde que os produtores consigam retomar a produção nos campos e as refinarias possam retomar os embarques normais de produtos.

A agência sediada em Paris, que assessora nações industrializadas, prevê que a demanda global por petróleo caia em 1 milhão de bpd este ano, antes de se recuperar e aumentar 2 milhões de bpd em 2027.

No curto prazo, a agência prevê que a alta temporada de demanda por combustível no verão, aliada ​aos preços mais baixos, elevará o consumo em cerca de 8 milhões de bpd em comparação ‌com o ponto mais baixo registrado ⁠em maio, no auge da crise.

“Os preços do petróleo muito mais baixos também estão incentivando o crescimento no uso do petróleo, assim como as perspectivas econômicas mais otimistas”, ⁠afirmou a agência.

Os futuros do petróleo Brent eram negociados ⁠em leve baixa nesta sexta-feira, a US$75,85 ⁠às 6h34 (horário de Brasília). ⁠A ​OPEP divulgará seu próprio relatório mensal sobre o mercado de petróleo em 13 de julho.

Reuters

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