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Estreito de Ormuz permanecerá fechado a menos que EUA atendam às condições do Irã, diz autoridade iraniana

Estreito de Ormuz permanecerá fechado a menos que EUA atendam às condições do Irã, diz autoridade iraniana

Reuters

11/08/2026

Placeholder - loading - Embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz  10 de agosto de 2026    REUTERS/Stringer
Embarcações nas proximidades do Estreito de Ormuz 10 de agosto de 2026 REUTERS/Stringer

Atualizada em  11/08/2026

Por Tala Ramadan e Elwely Elwelly

DUBAI, 11 Ago (Reuters) - O ​Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto os Estados Unidos não mudarem seu comportamento e aceitarem as condições do Irã para pôr fim à guerra, afirmou nesta terça-feira o recém-nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.

Suas declarações são a indicação mais clara até o momento de que qualquer acordo nas negociações com Omã sobre a via navegável não levaria à reabertura imediata do estreito à navegação, caso os EUA também não cumpram seus compromissos contidos no memorando de entendimento para o fim do conflito, firmado entre Washington e Teerã em junho.

“Enquanto os Estados Unidos não mudarem seu comportamento e não aceitarem as condições do Irã, o Estreito de Ormuz não será aberto”, afirmou ⁠Mohsen Rezaei, aliado ⁠próximo do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, ​segundo a ‌agência de notícias semioficial Tasnim.

“Os Estados Unidos devem pôr fim à guerra, devolver os ativos congelados do Irã; a guerra deve terminar em toda a região, incluindo no Líbano e em Gaza”, afirmou ele.

“Se for alcançado um acordo entre o Irã e Omã a respeito da rota de trânsito pelo Estreito ⁠de Ormuz, esse acordo será uma questão separada do fechamento do Estreito de Ormuz.”

TRUMP FALA ​EM EXIGIR INDENIZAÇÃO

Rezaei, nomeado no domingo como segundo no comando do órgão que coordena a segurança e ​a política externa do Irã, disse que as condições foram transmitidas ‌aos EUA por meio de ​mediadores.

Mohammad ⁠Mokhber, assessor de Khamenei, também afirmou no X, nesta terça-feira, que “a punição ao agressor continua, e o Estreito de Ormuz não será reaberto até que as condições do Irã sejam atendidas”.

Os futuros do petróleo ampliaram a alta devido às preocupações ​com o destino do estreito.

Não houve comentário imediato de Washington sobre as últimas declarações do Irã, mas o presidente Donald Trump já havia apresentado ele mesmo uma nova exigência dos EUA — que o Irã pague indenização pelas pessoas mortas em guerras, ataques e protestos — e também acusou Teerã de ser “negociadores dissimulados” .

“Vamos exigir dinheiro pelos danos que ​eles causaram ao longo de um período de 50 anos”, disse Trump na Casa Branca na segunda-feira.

Em uma entrevista divulgada na noite de segunda-feira, ele descreveu algumas de suas opções atuais na guerra — “apenas deixar rolar” e permitir que Teerã entre em colapso econômico ou atingi-los com “muita, muita força”.

Trump tem alternado entre ameaças de escalada e afirmações de que um acordo de paz é iminente.

PAQUISTÃO HAVIA DESPERTADO ESPERANÇAS DE PROGRESSO

Antes que a retórica se intensificasse novamente, o Paquistão, um dos principais mediadores no conflito, juntamente com o Catar, havia despertado esperanças de que os dois lados ​pudessem estar se aproximando de um acordo que, na prática, reabriria a importante rota marítima, pela qual passava um quinto ‌do petróleo e do gás natural liquefeito do ⁠mundo antes da guerra.

“Os sinais dos últimos dois ou três dias indicam que estamos próximos de algum tipo de acordo”, disse o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, em entrevista à Bloomberg News.

Milhares de pessoas ⁠foram mortas no conflito — principalmente no Irã e no Líbano — desde que ⁠os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã ⁠em 28 de fevereiro.

O ⁠Irã ​retaliou atacando alvos e infraestrutura dos EUA em países como Omã, Jordânia, Kuwait, Israel, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

Reuters

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