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    Estudo comprova benefícios do exercício físico para grávidas

    A atividade física faz bem não só para a mãe, mas também para o bebê.

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    Mulher grávida (Foto: Pixabay)

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    Recém-nascidos cujas mães se exercitam durante a gravidez podem se tornar fisicamente coordenados um pouco mais cedo do que os outros bebês, de acordo com um estudo recente. A descoberta reforça a ideia de que a atividade física durante a gestação pode trazer benefícios não apenas a mãe, mas também ao bebê. 

    As atuais diretrizes de atividade física nos Estados Unidos e na Europa pedem que as crianças corram e brinquem por pelo menos uma hora todos os dias. Mas de acordo com a maioria das estimativas, apenas um terço dos jovens europeus e americanos são tão ativos assim. Muitos fatores contribuem para o sedentarismo, incluindo hábitos familiares, falta de programas de educação física nas escolas, obesidade infantil e tempo de tela excessivamente amplo. 

    Recentemente, Linda E. May, professora na East Carolina University, nos EUA, começou a se perguntar se o ambiente pré-natal também poderia desempenhar alguma influência sobre o sedentarismo dos pequenos. 

    Uma pesquisa anterior de Linda já havia sugerido que a ideia era plausível. Para um estudo de 2011, ela e seus colegas compararam a função cardíaca de bebês nascidos de mães sedentárias com a de bebês de mães que se exercitaram durante a gravidez. Eles descobriram que bebês de mães ativas desenvolveram corações mais fortes, mesmo antes do nascimento.  

    Na época, Linda e seus colegas especularam que os corações dos bebês provavelmente haviam acelerado e sincronizado com as mães durante o exercício, permitindo que os bebês desfrutassem dos mesmos benefícios cardíacos. 

    Mas ainda não se sabia se o exercício durante a gravidez influenciaria o desenvolvimento motor e a coordenação de uma criança. Outras pesquisas anteriores mostraram que uma coordenação relativamente pobre na primeira infância está ligada a maiores riscos de inatividade e obesidade na adolescência e na idade adulta. 

    Novo estudo 

    No novo estudo, que foi publicado este mês na revista Medicine & Science in Sports & Exercise, Linda e seus colegas decidiram investigar se o exercício durante a gravidez afetaria a coordenação física dos bebês após o nascimento. Os cientistas começaram recrutando 71 mulheres grávidas saudáveis, a maioria no primeiro trimestre. Eles dividiram aleatoriamente essas voluntárias em dois grupos, um deles continuou com suas rotinas normais e serviram como controle.

    O outro começou a se exercitar três vezes por semana durante 50 minutos, com esforço moderado. Elas correram, andaram apressadamente, andaram de bicicleta estacionária ou participaram de aulas de aeróbica, dependendo de suas preferências, equilíbrio e conforto à medida que a gravidez progredia.

    As sessões continuaram até que cada mulher deu à luz. Todas as mães, em ambos os grupos, tiveram bebês saudáveis e com peso normal. Um mês após cada parto, mãe e filho retornaram ao laboratório, onde um fisioterapeuta pediátrico completou um exame padrão dos reflexos e habilidades motoras dos bebês.

    As crianças cujas mães se exercitaram tiveram melhor desempenho em quase todos os testes, sugerindo que suas habilidades motoras estavam mais avançadas. Esses ganhos foram especialmente notáveis entre as meninas, que geralmente ficam um pouco atrás dos meninos nessa idade.

    Esse acelerado desenvolvimento motor “pode encorajar essas crianças”, ao longo de meses e anos subsequentes, a serem mais ativas do que os jovens cuja coordenação está atrasada, diz Linda. Os pesquisadores, no entanto, não tiveram contrôle sobre o cotidiano das mães com seus filhos em suas casas. Os especialistas também explicam que a amamentação pode ser um fator importante no desenvolvimento físico dos pequenos, e eles também não tiveram contrôle sobre isso.

    Linda e seus colegas planejam se aprofundar nessas questões em estudos futuros. Mas, por enquanto, os resultados do estudo sugerem que as mulheres grávidas que se exercitam - supondo que sejam saudáveis e tenham autorização do médico - podem ampliar a aptidão e o interesse da criança pelo movimento.

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