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Estudo revela que advogadas estão mais estressadas e ansiosas do que os homens

Estudo revela que advogadas estão mais estressadas e ansiosas do que os homens

Reuters

03/08/2026

Placeholder - loading - Mulher caminha em meio a tempestade de neve na Times Square, em Nova York  15 de novembro de 2018 REUTERS/Mike Segar/Foto de arquivo
Mulher caminha em meio a tempestade de neve na Times Square, em Nova York 15 de novembro de 2018 REUTERS/Mike Segar/Foto de arquivo

Por Karen Sloan

3 Ago (Reuters) - As advogadas ​relatam níveis mais elevados de ansiedade, estresse financeiro e depressão do que seus pares homens, apontou uma nova pesquisa realizada pela American Bar Association.

Entre as 2.915 entrevistadas, 37% das advogadas relataram sentir ansiedade, em comparação com 23% dos advogados. Mais de 19% das advogadas afirmaram ter sintomas depressivos que justificavam avaliações clínicas, em comparação com 15% dos advogados, constataram os pesquisadores.

As advogadas atribuíram seu estresse principalmente ⁠às ⁠exigências de horas faturáveis, às ​estruturas ‌do local de trabalho, ao preconceito de gênero e aos conflitos entre vida profissional e pessoal dentro de sua profissão. Elas também citaram as responsabilidades domésticas e de cuidados ⁠com a família.

Pesquisas anteriores mostraram que advogados apresentam taxas mais ​elevadas de abuso de substâncias e problemas de saúde mental ​do que a população em geral ‌e outras profissões, ​e que ⁠o esgotamento e o estresse são prevalentes na profissão jurídica. A Comissão sobre Mulheres na Profissão da ABA afirmou que sua pesquisa ​é a primeira a se concentrar exclusivamente nas mulheres.

Veja mais detalhes:

• Entre as participantes da pesquisa da ABA, 40% das advogadas relataram dificuldades financeiras, em comparação com menos de 30% de ​seus pares homens.

• Entre as advogadas, 36% afirmaram ter enfrentado problemas de bem-estar mental. Esse número foi de 26% entre os homens.

• Distúrbios do sono também foram mais prevalentes entre as advogadas, com 31% relatando sono de má qualidade, em comparação com menos de 19% entre os advogados homens.

• As advogadas raramente utilizam os recursos ​de saúde mental disponíveis devido a preocupações com confidencialidade, estigma e ‌outros riscos profissionais.

• Os autores ⁠da pesquisa apontam que empregadores do setor jurídico devem reformular as cargas de trabalho dos advogados e revisar o modelo de ⁠horas faturáveis; oferecer treinamento regular sobre os ⁠fatores de estresse específicos de ⁠gênero que ⁠as ​mulheres enfrentam; e disponibilizar recursos confidenciais de saúde mental.

(Reportagem de Karen Sloan)

Reuters

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