Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

EUA abrem investigação de práticas comerciais desleais de 60 países sobre trabalho forçado, incluindo Brasil

EUA abrem investigação de práticas comerciais desleais de 60 países sobre trabalho forçado, incluindo Brasil

Reuters

13/03/2026

Placeholder - loading - Representante do Comércio dos EUA, Jamieson Greer 24/11/2025. REUTERS/Piroschka van de Wouw/File Photo
Representante do Comércio dos EUA, Jamieson Greer 24/11/2025. REUTERS/Piroschka van de Wouw/File Photo

Atualizada em  13/03/2026

Por Kanishka Singh

WASHINGTON, 12 Mar (Reuters) - O escritório do Representante ​de Comércio dos Estados Unidos informou na noite de quinta-feira que iniciou investigações de práticas comerciais desleais da Seção 301 de 60 economias em relação ao que chamou de falhas na adoção de medidas sobre trabalho forçado, incluindo o Brasil.

Os EUA já haviam iniciado em julho do ano passado uma investigação sobre práticas comerciais 'injustas' do Brasil, que incluía sistemas de pagamento eletrônico, citando o Pix, tarifas preferenciais adotadas pelo Brasil com alguns parceiros comerciais, crítica à efetividade de medidas anticorrupção e à política de desmatamento, proteção à propriedade intelectual e o comércio de etanol.

O governo brasileiro rejeitou à ⁠época as ⁠alegações norte-americanas e disse não reconhecer a ​legitimidade do ‌Escritório do Representante Comercial para investigar disputas comerciais.

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, tem procurado restabelecer a pressão tarifária sobre países de todo o mundo depois que a Suprema Corte norte-americana considerou ilegais suas tarifas globais em 20 de fevereiro.

'Essas investigações ⁠determinarão se os governos estrangeiros tomaram medidas suficientes para proibir a importação de ​mercadorias produzidas com trabalho forçado e como a falha em erradicar essas práticas abomináveis ​afeta os trabalhadores e as empresas dos EUA', disse ‌o representante comercial dos Estados ​Unidos, ⁠Jamieson Greer, em um comunicado.

Além do Brasil, a lista de 60 países e economias inclui alguns dos principais parceiros comerciais e aliados dos EUA, como Austrália, Canadá, União Europeia, Reino Unido, Israel, Índia, Catar ​e Arábia Saudita. A China e a Rússia também estão na lista.

O governo de Taiwan, que também está na lista, disse em um comunicado que está comprometido com a melhoria dos direitos trabalhistas e com a prevenção do trabalho forçado, e que trabalhará com os EUA ​para enfatizar os direitos humanos, a resiliência e a governança sustentável.

Trump impôs uma tarifa de 10% por 150 dias, de acordo com a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, após a decisão da Suprema Corte. Na quarta-feira, seu governo disse que estava iniciando investigações comerciais sobre o excesso de capacidade industrial em 16 grandes parceiros comerciais.

Os Estados Unidos já reprimiram os painéis solares e outros produtos da região de Xinjiang, na China, de acordo com a Lei de Prevenção ​do Trabalho Forçado Uigur, sancionada pelo ex-presidente Joe Biden.

Greer disse que quer que outros países apliquem ‌proibições a produtos produzidos com trabalho forçado ⁠semelhantes àquelas consagradas em uma lei comercial de quase um século.

Os EUA alegam que as autoridades chinesas estabeleceram campos de trabalho para a etnia uigur e outros grupos muçulmanos. Pequim nega ⁠as alegações de abuso.

Greer disse que espera concluir as investigações ⁠da Seção 301, incluindo as soluções propostas, ⁠antes que as tarifas ⁠temporárias ​de Trump expirem em julho.

(Reportagem de Kanishka Singh, em Washington; reportagem adicional de Ben Blanchard, em Taipé)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência.