EUA classficam suposto ataque de israelenses à vila palestina de terrorismo
EUA classficam suposto ataque de israelenses à vila palestina de terrorismo
Reuters
06/08/2023
Por Dan Williams
JERUSALÉM (Reuters) - Washington condenou como terrorismo a morte, em investigação, de um palestino por judeus, em uma linguagem mais incisiva que parece refletir a frustração dos Estados Unidos com o aumento da violência na Cisjordânia ocupada pelo governo de extrema direita de Israel.
A polícia israelense deteve duas pessoas no incidente de sexta-feira perto do vilarejo de Burqa. De acordo com os palestinos, os dois faziam parte de um grupo que atirou pedras, incendiou carros e, quando confrontados pelos moradores, mataram a tiros um jovem de 19 anos e feriram vários outros.
Apurações iniciais dos militares israelenses classificaram o incidente como um confronto que escalou, com vítimas de ambos os lados. Um advogado de defesa disse que os dois acusados -- um dos quais não compareceu à audiência devido a um ferimento na cabeça -- agiram em legítima defesa.
'Condenamos veementemente o ataque terrorista de ontem dos colonos extremistas israelenses que matou um palestino de 19 anos', disse o Departamento de Estado dos EUA em comunicado na noite de sábado, pedindo 'total responsabilidade e justiça'.
A declaração do Departamento de Estado sobre o ocorrido em Burqa foi emitida paralelamente a outro comunicado, que condena como terrorismo um ataque palestino com arma de fogo que matou um agente de segurança em Tel Aviv.
O governo nacionalista-religioso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem se irritado com qualquer comparação entre as militâncias israelense e palestina.
O ministro da polícia, Itamar Ben-Gvir, de extrema direita, disse em rede social que os palestinos que atiraram pedras em Burqa 'tentaram assassinar judeus' e que ele esperava que eles fossem totalmente investigados.
O parlamentar da oposição Benny Gantz, ex-ministro da Defesa, disse na plataforma de mensagens X, anteriormente conhecida como Twitter: 'Estamos enfrentando a evolução de um perigoso terrorismo nacionalista judeu'.
Reuters

