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EUA e Irã podem chegar a acordo se questões nucleares e não nucleares forem separadas, diz autoridade iraniana

EUA e Irã podem chegar a acordo se questões nucleares e não nucleares forem separadas, diz autoridade iraniana

Reuters

26/02/2026

Placeholder - loading - Líder supremo do Irã Ali Khamenei em Teerã  1/2/2026    Divulgação via REUTERS
Líder supremo do Irã Ali Khamenei em Teerã 1/2/2026 Divulgação via REUTERS

Por Parisa Hafezi e Olivia Le Poidevin

GENEBRA, 26 Fev (Reuters) - Os Estados ​Unidos e o Irã podem chegar a um acordo se Washington separar “questões nucleares e não nucleares”, disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters, acrescentando que as divergências restantes precisam ser reduzidas durante a terceira rodada de negociações em Genebra.

As negociações têm sido intensas e sérias, afirmou a fonte, que falou sob condição de anonimato.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que o direito de Teerã à energia nuclear para fins pacíficos precisa ser reconhecido e as sanções devem ser suspensas.

Irã e Estados Unidos estão mantendo negociações indiretas em Genebra sobre sua longa disputa nuclear para evitar um conflito, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou um grande reforço militar na região.

Washington, ⁠que afirma que ⁠o Irã está buscando a capacidade de fabricar ​uma bomba nuclear, ‌há muito tempo tenta vincular as negociações a outras questões, incluindo o arsenal de mísseis do Irã e seu apoio a grupos armados na região.

Teerã, que diz que seu programa nuclear é pacífico, concordou, em princípio, em aceitar restrições às suas atividades nucleares em troca do levantamento das sanções, mas rejeita vincular as ⁠negociações a outras questões.

O mediador Omã mantinha a esperança de que o Irã e os ​Estados Unidos fizessem mais progressos nas negociações nesta quinta-feira, após trocarem “ideias positivas e criativas”, apesar das preocupações dos ​EUA com o programa de mísseis balísticos de Teerã.

A Reuters informou ‌no domingo que Teerã estava ​oferecendo novas ⁠concessões indefinidas em troca da remoção das sanções e do reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio. O Irã havia dito na quinta-feira que mostraria flexibilidade nas negociações.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, disse que os negociadores ​fizeram uma pausa após o início da terceira rodada de negociações na manhã de quinta-feira e que as negociações seriam retomadas no final do dia.

“Hoje, trocamos ideias criativas e positivas em Genebra, e agora os negociadores dos EUA e do Irã fizeram uma pausa. Retomaremos mais tarde hoje. Esperamos fazer mais progressos”, postou ele no X, sem dar ​detalhes.

MÍSSEIS BALÍSTICOS SÃO “GRANDE PROBLEMA”

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse na quarta-feira que a recusa do Irã em discutir seu programa de mísseis balísticos era um “grande problema” que teria de ser resolvido eventualmente, já que os mísseis foram “projetados exclusivamente para atacar os Estados Unidos” e representam uma ameaça à estabilidade regional.

“Se não é possível avançar nem mesmo no programa nuclear, será difícil avançar também na questão dos mísseis balísticos”, disse Rubio a repórteres em Saint Kitts.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou à Press TV na quinta-feira que as negociações se concentrariam ​exclusivamente em temas nucleares e no levantamento das sanções, e que Teerã as encara com “seriedade e flexibilidade”.

O enviado especial dos ‌EUA, Steve Witkoff, e o genro de Trump, Jared ⁠Kushner, têm negociado indiretamente com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi. Os dois países retomaram as negociações este mês.

Trump expôs brevemente seus argumentos a favor de um possível ataque ao Irã em seu discurso sobre ⁠o Estado da União na terça-feira, ressaltando que, embora prefira uma solução diplomática, ⁠não permitirá que Teerã obtenha uma arma nuclear.

(Reportagem de ⁠Parisa Hafezi em Dubai; ⁠Steve ​Holland, Patricia Zengerle, David Brunnstrom, Katharine Jackson e Joseph Ax em Washington; Francois Murphy em Viena e Rami Ayyub em Jerusalém)

Reuters

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