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EUA pedem novo acordo multilateral de controle de armas após expiração do Novo START

EUA pedem novo acordo multilateral de controle de armas após expiração do Novo START

Reuters

06/02/2026

Placeholder - loading - Presidente dos EUA Donald Trump em Washington  5/2/2026    REUTERS/Al Drago
Presidente dos EUA Donald Trump em Washington 5/2/2026 REUTERS/Al Drago

Por Olivia Le Poidevin

GENEBRA, 6 Fev (Reuters) - Os ⁠Estados Unidos pediram na sexta-feira um novo acordo de controle de armas, após o tratado que estabelecia limites para a implantação de armas nucleares estratégicas pela Rússia e pelos EUA ter expirado na quinta-feira.

A Rússia sugeriu que ambos os lados prorrogassem voluntariamente os termos do acordo por um ano para dar tempo para discutir um tratado sucessor, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, disse em uma postagem nas redes sociais na quinta-feira que deveria haver um novo tratado.

O ​subsecretário de Estado dos EUA para Controle ⁠de Armas ⁠e Segurança Internacional, Thomas DiNanno, disse em uma conferência sobre desarmamento em Genebra que prorrogar o Novo START — que estabelecia limites para as duas maiores potências nucleares — não beneficiaria os EUA nem o mundo, pois era falho e não incluía a China.

“Hoje, os Estados Unidos ‌enfrentam ameaças de várias potências nucleares. Em resumo, um tratado bilateral com ​apenas uma potência nuclear é simplesmente inadequado ‌em 2026 e no ​futuro”, ​afirmou DiNanno.

Anteriormente, DiNanno disse aos repórteres que Trump havia deixado claro que deseja um novo tratado sobre controle de armas nucleares.

Trump, que conversou com o presidente chinês ​Xi Jinping na quarta-feira, quer que a China participe de um acordo de redução nuclear.

O embaixador da China para o desarmamento, Shen Jian, disse na sexta-feira que seu país não participaria de novas negociações com Moscou e Washington. Anteriormente, Pequim destacou que possui uma fração do número de ogivas dos outros países — cerca de 600, em comparação com cerca de 4.000 da Rússia e dos EUA.

DiNanno disse aos delegados que os EUA estavam cientes de que a China havia realizado testes com explosivos nucleares,o qual tentou ocultar.

“A China continua a caminho de ter mais de 1.000 ogivas nucleares até 2030”, declarou DiNanno, ⁠acrescentando que a Rússia estava apoiando seu aumento.

O embaixador russo para o desarmamento em ‌Genebra, Gennady Gatilov, disse aos membros ⁠que era lamentável que os EUA não tivessem dado continuidade às tentativas de prorrogar o Novo START, mas acrescentou que Moscou continua aberta a ‍discussões.

“Se houver conversas sérias sobre negociações multilaterais sobre controle ou redução de armas nucleares, a Rússia, em ​princípio, ‌se envolveria nesse processo se o Reino Unido e a França também se envolvessem.”

Reuters

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