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    EUA vão impor sanções a alvos ligados a programas de armas do Irã

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    Ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif Al Zayani, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e o ministro das relações exteriores dos Emirados Árabes, Abdullah bin Zayed, mostra

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    Por Steve Holland e Arshad Mohammed

    WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos vão impor sanções na segunda-feira a mais de 20 pessoas e entidades envolvidas nos programas nuclear, de mísseis e de armas convencionais do Irã, disse uma autoridade norte-americana.

    Falando sob condição de anonimato, a autoridade declarou que o Irã pode ter material suficiente para uma arma nuclear até o fim do ano e que Teerã retomou a cooperação de mísseis de longo alcance com a Coreia do Norte. Ele não forneceu evidências detalhadas sobre nenhuma das afirmações.

    As novas sanções se encaixam no esforço do presidente norte-americano, Donald Trump, de limitar a influência regional do Irã e ocorrem uma semana após os EUA negociaram acordos com Emirados Árabes e Barein para normalizar laços com Israel, pactos que podem formar coalizão mais ampla contra o Irã, enquanto apela a eleitores pró-Israel dos EUA antes da eleição de 3 de novembro.

    As novas sanções também alertam aliados europeus, a China e a Rússia de que, embora a tendência deles seja ignorar o impulso dos EUA para manter as sanções da ONU contra o Irã, as empresas sediadas em seus países sentiriam vontade de violá-las.

    Grande parte do novo impulso dos EUA é um decreto visando àqueles que compram ou vendem armas convencionais ao Irã. O governo Trump suspeita que o Irã esteja buscando armas nucleares - o que Teerã nega - e as medidas punitivas são as mais recentes em uma série que visa impedir o programa atômico do Irã, que Israel, aliado dos EUA, vê como uma ameaça existencial.

    'O Irã está claramente fazendo tudo o que pode para manter uma capacidade completa para voltar ao negócio de armamento a qualquer momento, caso deseje fazê-lo', disse a autoridade norte-americana à Reuters.

    A fonte argumentou que o Irã deseja uma capacidade de armas nucleares e os meios para entregá-la, apesar do acordo de 2015 que buscou evitar isso ao restringir o programa atômico do Irã em troca de acesso ao mercado mundial.

    Em maio de 2018, Trump abandonou o acordo, - sendo repudiado por Reino Unido, China, França, Alemanha e Rússia - e restaurou as sanções dos EUA que paralisam a economia do Irã.

    O Irã, por sua vez, tem violado gradativamente os limites centrais desse negócio, de acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), inclusive no tamanho de seu estoque de urânio pouco enriquecido, bem como no nível de pureza ao qual foi permitido para enriquecer urânio.

    Escrito por Reuters

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