Capa do Álbum: Antena 1
A Rádio Online mais ouvida do Brasil
Antena 1

Europa Ocidental tem mês de junho mais quente já registrado, dizem cientistas da UE

Europa Ocidental tem mês de junho mais quente já registrado, dizem cientistas da UE

Reuters

09/07/2026

Placeholder - loading - Pessoas se refrescam na água durante onda de calor em Madri 8 de julho de 2026 REUTERS/Susana Vera
Pessoas se refrescam na água durante onda de calor em Madri 8 de julho de 2026 REUTERS/Susana Vera

Por Kate Abnett

BRUXELAS, 9 Jul (Reuters) - A Europa Ocidental ​acaba de ter o mês de junho mais quente já registrado, confirmaram cientistas da UE nesta quinta-feira, após uma onda de calor extrema no final do mês ter quebrado recordes de temperatura, interrompido o fornecimento de energia e fechado escolas.

O mês passado também foi o segundo junho mais quente em nível global, e o planeta registrou as temperaturas mais altas da superfície do mar em junho desde o início dos registros, informou o Serviço Copernicus de Mudanças Climáticas (C3S), da UE, em seu boletim mensal.

A temperatura média na Europa Ocidental no mês passado foi de 20,74 graus Celsius, mais de 3 °C acima ⁠da média ⁠para junho no período de 1991 a ​2020, segundo ‌os dados.

O Copernicus define a região como aquela que se estende da Espanha e do Reino Unido em direção ao leste, até a Itália, a Alemanha e parte da Áustria. A Europa Ocidental já sofreu três intensas ondas de calor em outros tantos meses, ⁠com países como Espanha e Portugal sob mais uma nesta semana.

“Junho de 2026 ressaltou ​o quão profundamente o clima está mudando”, disse Samantha Burgess, líder estratégica do Centro Europeu ​de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo. “O resultado são ondas ‌de calor cada vez mais ​intensas, ⁠um oceano persistentemente quente e riscos crescentes para as pessoas, os ecossistemas e a infraestrutura em toda a Europa e além.”

Autoridades nacionais registraram mais de 4.700 mortes em excesso na França, Bélgica, Espanha e Holanda ​durante a onda de calor de junho, com o total em outros países provavelmente sendo ainda maior. O calor intenso também alimentou incêndios florestais na Península Ibérica e na França e agravou as condições de seca.

As emissões de gases de efeito estufa, principalmente decorrentes da queima de carvão, ​petróleo e gás, elevaram a temperatura média do planeta para cerca de 1,4 °C acima dos níveis da era pré-industrial no século 19, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial. Essa linha de base mais elevada significa que as temperaturas agora podem atingir picos mais altos durante as ondas de calor.

“A relação entre ondas de calor e aquecimento global é tão direta quanto possível: em um planeta mais quente, haverá mais ondas de calor, e elas se tornarão mais intensas”, disse Joeri Rogelj, cientista ​climático do Imperial College, de Londres.

Globalmente, o C3S afirmou que outros fatores contribuíram para elevar as temperaturas da ‌superfície do mar a um recorde para ⁠o mês de junho, incluindo o desenvolvimento de um forte fenômeno climático El Niño no Oceano Pacífico.

O El Niño não contribuiu para a onda de calor de junho na Europa, enquanto ⁠as mudanças climáticas tiveram um papel claro no agravamento das temperaturas ⁠extremas, segundo um estudo científico.

Os registros de temperatura ⁠do C3S remontam a ⁠1940 ​e são comparados com registros globais de temperatura que datam de 1850.

(Reportagem de Kate Abnett, em Bruxelas)

Reuters

Compartilhar matéria

Mais lidas da semana

 

Carregando, aguarde...