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Europa Ocidental teve junho-julho mais quente já registrado, dizem cientistas da UE

Europa Ocidental teve junho-julho mais quente já registrado, dizem cientistas da UE

Reuters

10/08/2026

Placeholder - loading - Incêndio no sudeste da França   1º de agosto de 2026   REUTERS/Manon Cruz
Incêndio no sudeste da França 1º de agosto de 2026 REUTERS/Manon Cruz

10 Ago (Reuters) - A Europa Ocidental ​teve o período mais quente de junho a julho já registrado, com o calor e a seca alimentando incêndios florestais extremos em toda a região, informou nesta segunda-feira o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia.

“As mudanças climáticas estão cada vez mais trazendo o tipo de condições quentes e secas que favorecem ⁠grandes ⁠e intensos incêndios florestais no ​sul ‌da Europa, ao mesmo tempo em que estendem a temporada de incêndios para o norte”, afirmou Laurence Rouil, diretora do Serviço de Monitoramento ⁠Atmosférico do Copernicus, em comunicado.

Aqui estão mais alguns ​detalhes do relatório:

• Globalmente, as temperaturas de julho ficaram ​1,47 grau Celsius acima da ‌média estimada ​do período ⁠pré-industrial de 1850 a 1900, tornando-o o segundo mês mais quente já registrado.

• A temperatura média de junho ​a julho na Europa Ocidental atingiu 21,62°C — ou 2,79°C acima da média —, superando o recorde anterior de 2022.

• A temperatura da superfície do mar ​foi a mais alta já registrada para julho nos oceanos extrapolares, em parte impulsionada pelo desenvolvimento das condições do El Niño no Pacífico equatorial.

• A precipitação e a umidade do solo excepcionalmente baixas levaram a níveis dos rios muito abaixo da média na Europa, com ​Sena, Reno e Danúbio particularmente afetados.

• Os níveis criticamente ‌baixos nos principais cursos ⁠d’água levaram empresas e residências a reduzir o consumo de eletricidade, à medida que usinas de energia ⁠paravam de operar ou diminuíam ⁠a produção, enquanto o ⁠tráfego de cargas ⁠ficava ​cada vez mais restrito.

(Reportagem de Tristan Veyet em Gdansk)

Reuters

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