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Exportação de carnes do Brasil deve dar salto com China em 2019, prevê ABPA

Placeholder - loading - Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)  23/08/2018 REUTERS/Leonardo Benassatto
Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) 23/08/2018 REUTERS/Leonardo Benassatto

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Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil exportará em 2019 muito mais carnes de frango e de suínos do que o projetado inicialmente, com a indústria passando a contabilizar os efeitos de uma maior demanda da China pelos produtos brasileiros, avaliou nesta quarta-feira a associação ABPA, que também vê uma recuperação do setor em meio a menores custos com matérias-primas.

Isso ocorre enquanto o país asiático lida com problema de oferta ao ver suas criações atingidas pela peste suína africana, que tem atingido diversas regiões produtoras da China, maior consumidor mundial do produto.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, o Brasil deverá aumentar as exportações de carne suína em mais de 20 por cento em 2019 ante 2018, principalmente com a maior demanda da China.

'O fato novo foi que a China vinha em ritmo crescente, mas nunca explosivo como este ano, ela passou a ter um risco de desabastecimento', disse Turra, comentando sobre os fortes abates em função da peste no país asiático, que passam a influenciar mais os mercados na medida em que os estoques do produto diminuem.

A expectativa inicial da ABPA, divulgada no fim do ano passado ainda sem contar com o efeito 'peste suína', era de um aumento de até 3 por cento nos embarques de carne suína --o produto não está entre aqueles dos quais o Brasil é o exportador número 1, mas o país está entre os maiores fornecedores globais.

'A China passou a ter uma mudança de comportamento, buscando onde tem o produto, Estados Unidos, Europa, Brasil...', acrescentou Turra, ponderando que são necessários no mínimo oito meses para a criação de um suíno pronto para abate, um tempo que impede o atendimento imediato das necessidades chinesas.

À medida que nenhum país conseguirá atender a demanda da China, que tem abatido suas criações para controlar a doença, mortal para suínos mas inofensiva para humanos, a busca por outras carnes no gigante asiático também está crescendo, o que explica a melhora nas perspectivas de embarques de carne de frango.

Turra disse que a expectativa é de que os embarques de carne de frango do Brasil, maior exportador global da proteína, atinjam novos recordes em 2019, assim como acontecerá em suínos, com as exportações avícolas podendo crescer mais de 10 por cento.

'Vamos crescer nas exportações de aves, em números conservadores, 10 por cento. Suínos, vamos crescer mais de 20 por cento', declarou ele à Reuters.

Em abril, as exportações brasileiras de carne suína aumentaram 44,3 por cento em volume ante igual período de 2018, para 58,1 mil toneladas, informou nesta quarta-feira a ABPA, enquanto no quadrimestre o setor elevou as exportações em mais de 10 por cento, com a China e Hong Kong respondendo juntos por cerca de 45 por cento das compras.

Em suínos, o dirigente da ABPA disse que as ofertas chinesas estão superando a dos russos, que voltaram a comprar carne do Brasil recentemente após um embargo sanitário prolongado.

Um impulso adicional para os embarques, acrescentou Turra, poderia ser dado pelo governo chinês, ao habilitar mais unidades brasileiras, em momento em que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, está na Ásia levando essa pauta como uma das suas missões.

No caso dos embarques de carne de frango in natura, segundo dados do governo, as exportações do Brasil em volume cresceram mais de 30 por cento em abril.

NOVO RECORDE

Turra estimou exportações de carne suína superiores a 800 mil toneladas em 2019 e de frango em torno de 4,5 milhões de toneladas neste ano.

Os recordes anuais de embarques anteriores --de 733 mil toneladas para suínos e de 4,384 milhões de toneladas para frangos-- foram marcados em 2016, antes de a indústria ser atingida fortemente por operações policiais que investigaram irregularidades no setor, como a Carne Fraca, e de embargos internacionais, como da Rússia, em 2017, além de tarifas antidumping da própria China.

No ano passado, quando o setor ainda foi golpeado pela greve os caminhoneiros, que resultou até mesmo em mortes de animais nas granjas, os custos dos grãos também subiram por questões de mercado, afetando as margens da indústria.

Essa situação deve ser revertida este ano, na medida em que a safra brasileira é 'boa', disse Turra.

Ano passado a produção de milho, principal matéria-prima da ração, quebrou fortemente pela seca.

Agora, os preços estão em queda, com algumas consultorias, como a AgRural, prevendo uma produção recorde do cereal de quase 100 milhões de toneladas.

'A safra foi muito boa, a imagem do produto já foi melhorada. Perdemos 70 mercados após a Carne Fraca, hoje recuperamos todos e conquistamos alguns novos. É um momento bom do custo, momento de recuperação, já se percebe plantas que estavam inativas retomando', disse Turra.

Questionado sobre o impacto de maiores exportações para os preços das carnes no mercado interno --bancos como o Santander Brasil estão elevando projeções de inflação em função das carnes--, o presidente da ABPA afirmou que preços das carnes ficaram muito baixos nos últimos tempos, com o setor também sofrendo os problemas da economia fraca.

'Ficou três anos sem aumento, tem gordura para queimar', disse ele.

Escrito por Reuters

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Air Europa traz moderno Boeing 787 Dreamliner na rota de Salvador a Madri

A companhia aérea Air Europa retomará suas atividades na capital baiana a partir do dia 21 de dezembro. Os voos têm previsão de decolagem sempre às quartas e sextas-feiras, embarcando os passageiros no moderno Boeing 787 Dreamliner, considerado um dos mais eficientes equipamentos à disposição no mercado.

A Vinci, operadora do Aeroporto Internacional de Salvador - Dep. Luís Eduardo Magalhães, comemora a volta da parceria com a companhia espanhola, após o hiato ocasionado pela pandemia do Covid-19. “Madri é uma das cidades mais emblemáticas da Europa e a retomada do voo tornará mais fácil para nossos passageiros voar para o continente. Estamos muito animados com a volta do voo da Air Europa, que atenderá a uma demanda crescente do turismo receptivo à cidade de Salvador, tanto para passageiros quanto para cargas”, disse David Thompson, diretor comercial do Aeroporto de Salvador.

Modernidade

O novo avião da Air Europa é o mais sustentável disponível no mercado atualmente. Entre suas vantagens, destacam-se a redução em 60% do impacto sonoro emitido, além da redução de 20% de consumo de combustível. A aeronave não impacta apenas na sustentabilidade, mas também no conforto oferecido ao passageiro, com uma nova classe executiva e entretenimento individual na classe econômica. Os passageiros poderão contar, ainda, com serviço wi-fi, com diferentes opções, de acordo com o volume de navegação necessária, streaming, além de um completo e variado entretenimento audiovisual.

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As 5 capas de álbum mais icônicas da história

Uma boa identidade visual tem a função de atribuir significado e sentido para aquilo que nossos ídolos querem transmitir através de suas canções. Como música é uma arte de muitas camadas e facetas, o que está estampado nas capas de álbuns é essencial para nos aprofundarmos ainda mais nas composições alheias. Por isso, a Antena 1 decidiu explorar algumas das capas que mais se destacaram na indústria da música.

Confira:

Breakfast in America – Supertramp

O sexto álbum de estúdio da banda de rock inglesa, Supertramp, foi lançado em 1979. A arte da capa foi desenvolvida pelos artistas Mike Doud e Mick Haggerty, e desenvolvida pelo próprio grupo. A ideia era representar todas as mudanças e dificuldades pelas quais os membros estavam passando por se mudar da Inglaterra para os Estados Unidos.

[music-item artistSlug=supertramp musicSlug=goodbye-stranger]

O design representa diversos monumentos de Manhattan como se fossem parte de uma mesa de café da manhã. Um exemplo disso é a própria garçonete que veste um uniforme amarelo mostarda, a mulher representa a Estátua da Liberdade.

Com um ar cômico e muito criativo, a capa ficou extremamente reconhecida. Logo, no 22º Grammy Awards em 1980, “Breakfast in America” ganhou dois prêmios de Melhor Pacote de Álbum e Melhor Gravação Não Clássica

Alladin Sane – David Bowie

O sexto álbum de estúdio do músico inglês, David Bowie foi divulgado em 1973, e até hoje é um grande marco na história da música. A arte é um dos grandes símbolos que marcaram a carreira do camaleão, e foi desenvolvida por Brian Duffy.

Com grande influência dos Rolling Stones em suas músicas, o álbum apresenta um novo personagem do artista, Alladin Sane. O nome é um trocadilho com "A Lad Insane" (um rapaz insano, em tradução livre), que Bowie descreveu como "Ziggy Stardust vai para a América". O britânico já tinha um grande e conhecidíssimo personagem que virou o pseudônimo do artista, Ziggy Stardust – ele foi a persona de palco de Bowie durante 1972 e 1973.

A arte da capa, fotografada por Brian Duffy, foi a capa mais cara já feita na época. Mostra um raio no rosto de Bowie e representa a dupla personalidade do personagem Aladdin Sane, além os sentimentos mistos que Bowie tinha sobre suas turnês e o estrelato. É considerada uma de suas imagens mais icônicas da indústria.

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – The Beatles

Os Beatles possuem diversas capas revolucionárias, porém a do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” é icônica demais e tem muitos significados escondidos. O disco foi divulgado em 1967 e a arte desenvolvida por Paul McCartney, Peter Blake, Jann Haworth e Robert Fraser.

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