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    Fachin revoga decisão de Toffoli que dava à PGR acesso a documentos da Lava Jato; PGR vai recorrer

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    Ministro Edson Fachin, do STF 11/06/2020 REUTERS/Adriano Machado

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    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta segunda-feira decisão tomada pelo presidente da corte, Dias Toffoli, que havia determinado o compartilhamento de informações das três forças-tarefas da operação com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Fachin atendeu a pedido apresentado pela força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro, que contestava o acesso da PGR franqueado por Toffoli durante o recesso forense.

    A decisão de Fachin tem caráter retroativo, ou seja, impede que o material das forças-tarefas da Lava Jato em Rio, Curitiba e São Paulo já colhido seja usado.

    Em sua decisão, o ministro do STF citou um julgamento anterior sobre competências do Ministério Público pelo Supremo e destacou que ele não obrigou que haja um 'intercâmbio de provas' por parte dos seus membros.

    'Pelo exposto, nos termos... do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à Reclamação e, com integral efeito ex tunc (retroativo), revogo a liminar deferida', destacou o relator da Lava Jato no Supremo.

    A PGR ainda não foi intimada da decisão de Fachin, mas vai recorrer da decisão, segundo uma fonte com conhecimento do caso. Ainda não está decidido se o recurso será a 2ª Turma do Supremo ou para o plenário do STF analisar o caso.

    Procurada, a assessoria de imprensa de Augusto Aras ainda não se manifestou.

    A decisão de Fachin ocorre em um momento de forte tensão entre Aras e a força-tarefa da Lava Jato. Em videoconferência na semana passada, sem apresentar provas, Aras insinuou que a Lava Jato de Curitiba manteria informações fora do sistema do MPF e afirmou que não se pode haver “caixas de segredos”.

    Os procuradores do grupo de Curitiba, contudo, rebateram o procurador-geral em nota. “A ilação de que há ‘caixas de segredos’ no trabalho dos procuradores da República é falsa, assim como a alegação de que haveria milhares de documentos ocultos”, disseram.

    Escrito por Reuters

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