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Fazenda vê forte aceleração do PIB no início de 2026 sob efeito da nova isenção do IR

Fazenda vê forte aceleração do PIB no início de 2026 sob efeito da nova isenção do IR

Reuters

03/03/2026

Placeholder - loading - Sede do Ministério da Fazenda em Brasília  14/02/2023 REUTERS/Adriano Machado
Sede do Ministério da Fazenda em Brasília 14/02/2023 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  03/03/2026

BRASÍLIA, 3 Mar (Reuters) - A Secretaria de ​Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda projetou nesta terça-feira uma 'aceleração acentuada' do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, em ritmo próximo a 1% em relação ao último trimestre de 2025, sob efeito, em especial, do aumento da renda disponível das famílias com a ampliação da isenção do Imposto de Renda a trabalhadores.

Em nota informativa, a SPE avaliou que esse movimento deve ser seguido de uma desaceleração gradual da atividade, com a dissipação do efeito de políticas públicas ⁠sendo ⁠parcialmente compensada por uma redução do ​custo de ‌crédito, em meio à perspectiva de cortes de juros pelo Banco Central.

Para o ano fechado de 2026, a secretaria estima que o crescimento do PIB será de 2,3%, sem alterações em relação a projeção ⁠divulgada em fevereiro, mesmo ritmo de alta verificado em 2025, segundo ​dados do IBGE divulgados nesta terça-feira. No quarto trimestre, o PIB cresceu ​0,1%.

Entrou em vigor em janeiro deste ano ‌a nova regra do ​Imposto ⁠de Renda da pessoa física, com ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$5 mil mensais e cobrança menor para salários de até R$7 mil, ​o que pode dar impulso ao consumo das famílias.

Na avaliação da SPE, o crescimento do PIB de 2026 na ótica da demanda terá maior contribuição do consumo doméstico e menor efeito do setor externo.

Do lado da oferta, ​a pasta espera uma desaceleração acentuada da agropecuária, compensada por um ritmo maior de crescimento da indústria e dos serviços.

Em relação ao resultado consolidado de 2025, a secretaria disse que a desaceleração foi mais pronunciada nos setores cíclicos da economia, com crescimento passando de 4,0% em 2024 para 1,5% no ano passado, o que indica que a política de juros contracionista exerceu impacto relevante sobre ​a atividade.

'Não fosse a contribuição da agropecuária e da indústria extrativa, pela ótica da ‌oferta, e do setor externo, pela ⁠ótica da demanda, a economia teria apresentado desempenho ainda mais fraco nos últimos dois trimestres de 2025', afirmou.

O BC tem mantido a taxa Selic ⁠em 15% ao ano, maior patamar em quase ⁠duas décadas, mas indicou que iniciará ⁠neste mês um ⁠ciclo ​de corte nos juros básicos.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)

Reuters

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