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    FBI interroga colega de escola de indicado à Suprema Corte dos EUA acusado de assédio

    Por Thomson Reuters

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    Por Steve Holland e David Morgan

    WASHINGTON (Reuters) - Dias depois de receber a ordem de investigar alegações de assédio sexual contra Brett Kavanaugh, indicado do presidente dos EUA, Donald Trump, à Suprema Corte, o FBI conversou com o colega do ensino médio dele Mark Judge, mas o interrogatório não terminou, disse o advogado de Judge na segunda-feira.

    A professora universitária Christine Blasey Ford disse que Judge testemunhou quando Kavanaugh supostamente a agrediu sexualmente em uma festa em 1982, quando ambos cursavam o segundo grau no Estado de Maryland.

    Judge negou as alegações de Christine. Kavanaugh também refutou as acusações, assim como as de outras duas mulheres, e acusou os democratas, de oposição ao governo Trump, de realizarem um 'ataque' político.

    Na sexta-feira membros do Comitê Judiciário do Senado votaram a favor da indicação de Kavanaugh, mas uma votação no plenário do Senado para a confirmação do indicado foi adiada por uma semana depois que Trump cedeu à pressão de membros moderados do seu Partido Republicano pelo inquérito do FBI.

    Trump disse na segunda-feira que o FBI terá liberdade total para interrogar qualquer testemunha que considerar necessária. Ele disse não querer que a investigação se torne uma 'caça às bruxas', e que deveria ser finalizada rapidamente.

    'Quero que eles façam uma investigação muito abrangente. Seja lá o que for que isso signifique, de acordo com os senadores e os republicanos e a maioria republicana, quero que eles façam isso', disse Trump em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.

    Os comentários vieram na esteira de críticas de democratas segundo os quais Trump e outros republicanos estão tentando limitar a abrangência do inquérito do FBI.

    O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse que a Casa votará nesta semana a confirmação de Kavanaugh, juiz conservador de um tribunal federal de apelações de Washington. O porta-voz de McConnell não quis esclarecer se este se referia a votos sobre os procedimentos ou a uma votação final para a confirmação do juiz.

    No mês passado a indicação de Kavanaugh se transformou em uma grande polêmica que ameaçou os esforços de Trump e de seus correligionários para consolidar um domínio conservador sobre a maior instância jurídica da nação.

    Alguns republicanos temem que levar a confirmação adiante prejudique o partido com o eleitorado feminino nas eleições parlamentares de 6 de novembro.

    (Reportagem adicional de Lisa Lambert, Richard Cowan e Sarah N. Lynch)

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