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FMI cita impacto positivo da guerra e eleva projeção para PIB do Brasil em 2026, mas piora para 2027

FMI cita impacto positivo da guerra e eleva projeção para PIB do Brasil em 2026, mas piora para 2027

Reuters

14/04/2026

Placeholder - loading - Logo do Fundo Monetário Internacional  24 de novembro de 2024. REUTERS/Benoit Tessier/Foto de arquivo
Logo do Fundo Monetário Internacional 24 de novembro de 2024. REUTERS/Benoit Tessier/Foto de arquivo

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 14 Abr (Reuters) - O ​Fundo Monetário Internacional elevou a perspectiva de crescimento do Brasil este ano citando um pequeno impacto positivo da guerra no Oriente Médio já que o Brasil é exportador de petróleo, mas piorou o cenário para 2027, mostrou relatório divulgado nesta terça-feira.

Em seu relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI passou a ver uma expansão do Produto Interno Bruto em 2026 de 1,9%, 0,3 ponto percentual acima da projeção feita em janeiro, mas o mesmo ritmo estimado pelo Fundo em outubro do ano passado.

Ainda assim, o desempenho fica abaixo do avanço de 2,3% do ⁠PIB que ⁠o Brasil registrou em 2025, que foi ​o pior ‌desde 2020, segundo dados do IBGE.

'A guerra deve ter um pequeno efeito positivo em 2026, já que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual', apontou o FMI.

A guerra entre Estados Unidos e ⁠Israel contra o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa um ​quinto do petróleo mundial, e vem elevando os preços do combustível e provocando preocupações ​com a inflação.

A perspectiva do FMI para a ‌economia brasileira é melhor ​do que ⁠a do Banco Central, mas fica abaixo do cenário visto pelo Ministério da Fazenda.

Em março, o Banco Central projetou um crescimento econômico de 1,6%, apontando incerteza mais elevada no cálculo diante ​da guerra no Oriente Médio. Já o Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026.

O mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,85% neste ano.

Para o ano que vem, entretanto, o FMI reduziu a ​perspectiva de crescimento do Brasil frente ao estimado em janeiro em 0,3 ponto percentual, a 2,0%.

O corte refletiu uma perspectiva de desaceleração da demanda global, com custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e condições financeiras mais apertadas, segundo o Fundo.

'Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grande colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a absorver o choque', ponderou o FMI.

As perspectivas do FMI para ​o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e ‌Caribe, cujas expectativas de crescimento são de ⁠respectivamente 2,3% e 2,7%.

'O impacto do conflito no Oriente Médio dentro da região é heterogêneo, com as economias menores sendo afetadas de forma mais negativa', alertou o FMI.

As contas ⁠do Fundo para a economia brasileira também são piores ⁠do que as das Economias de Mercados ⁠Emergentes e em Desenvolvimento, ⁠das ​quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%.

(Edição de Isabel Versiani)

Reuters

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