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FMI reduz previsão de crescimento da zona do euro em 2026

FMI reduz previsão de crescimento da zona do euro em 2026

Reuters

11/06/2026

Placeholder - loading - Frankfurt, Alemanha 13 de abril de 2015 REUTERS/Kai Pfaffenbach
Frankfurt, Alemanha 13 de abril de 2015 REUTERS/Kai Pfaffenbach

Por Jan Strupczewski

BRUXELAS, 11 jun (Reuters) - O ​Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua previsão de crescimento para a zona do euro nesta quinta-feira e elevou sua expectativa de inflação em razão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, acrescentando que a situação econômica pode piorar se os altos preços da energia persistirem.

Em seu relatório regular sobre a economia dos 21 países que compartilham o euro, o FMI afirmou que o crescimento ⁠econômico ⁠deste ano será de 0,9%, ​abaixo ‌da previsão de 1,1% feita em abril, enquanto a inflação deverá ficar em 2,8%, acima dos 2,6% estimados em abril. O FMI já havia revisado para baixo sua previsão ⁠de crescimento para a zona do euro em abril, em ​comparação com a projeção de janeiro.

'Após um período de crescimento ​dentro do potencial e inflação em ‌linha com as ​metas, as ⁠perspectivas para a zona do euro se deterioraram', afirmou o FMI em um relatório apresentado aos ministros das Finanças da zona do ​euro, referindo-se à guerra no Oriente Médio como um 'choque adverso de oferta grande, porém temporário'.

'Um choque energético ainda mais persistente poderia elevar ainda mais a inflação e as expectativas inflacionárias, mesmo ​que uma queda na confiança ou o estresse financeiro pudessem enfraquecer a demanda. Um ressurgimento do conflito no Oriente Médio ou atrasos na recuperação da infraestrutura energética, a intensificação das hostilidades na Ucrânia e novos ajustes na política comercial representam riscos negativos adicionais', afirmou.

O FMI disse que o Banco Central Europeu, que elevou os juros ​pela primeira vez em quase três anos nesta quinta-feira, provavelmente aumentará ‌as taxas novamente, totalizando uma ⁠alta cumulativa de 50 pontos-base em 2026, com a possibilidade de um terceiro aumento.

O FMI alertou os ministros das Finanças da ⁠zona do euro contra medidas precipitadas para ⁠proteger suas economias do impacto ⁠dos altos ⁠custos ​de energia. 'Um apoio fiscal generalizado não se justifica', afirmou.

(Reportagem de Jan Strupczewski)

Reuters

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