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    Fronteira entre Israel e Gaza tem piores confrontos desde guerra de 2014

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    Por Nidal al-Mughrabi e Dan Williams

    GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Militantes palestinos mantiveram nesta terça-feira os disparos de foguetes mais intensos contra Israel desde a guerra de 2014, desencadeando ataques aéreos israelenses contra a rede de televisão do Hamas e outros alvos.

    A escalada, na qual cinco palestinos, quatro deles militantes, e um civil de Israel morreram, ameaça minar os esforços do Egito, do Catar e da Organização das Nações Unidas (ONU) para mediar um cessar-fogo de longo prazo e impedir mais um conflito de grande escala no enclave empobrecido.

    O Hamas, movimento islâmico dominante em Gaza, e outras facções armadas lançaram mais de 400 foguetes ou morteiros através da fronteira depois de realizarem um ataque-surpresa de míssil teleguiado contra um ônibus na segunda-feira que feriu um soldado israelense, disseram os militares.

    O Hamas disse estar retaliando uma operação israelense em Gaza que matou um de seus comandantes e seis outros atiradores. Um coronel israelense também morreu no incidente.

    O acionamento de sirenes em cidades do sul israelense e no porto de Ashkelon fez os moradores correrem para abrigos antibomba. Várias casas foram atingidas, e os militares disseram que o sistema antifoguetes Domo de Ferro interceptou mais de 100 foguetes e morteiros.

    Israel reagiu com dezenas de ataques aéreos contra edifícios de Gaza, incluindo um complexo de inteligência do Hamas e os estúdios da TV Al-Aqsa, cujos funcionários haviam sido alertados previamente pelo militares para se retirarem.

    O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convocou seu gabinete de segurança nesta terça-feira para debater as próximas ações de Israel, e os militares disseram ter enviado infantaria e reforços blindados para a fronteira de Gaza.

    Um comunicado emitido por grupos militantes de Gaza disse que Ashdod, um grande porto israelense, e Beersheba, a maior cidade do sul de Israel, serão os próximos alvos se o Estado judeu não cessar fogo.

    O Cairo exortou Israel a recuar. Os Estados Unidos, cuja mediação da paz está emperrada desde a guerra de sete semanas de 2014, criticou o Hamas.

    'A escalada das últimas 24 horas é extremamente perigosa e irresponsável', tuitou Nickolay Mladenov, enviado para o Oriente Médio na ONU. 'Os foguetes precisam parar, todos devem mostrar comedimento!'.

    Escrito por Thomson Reuters

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