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Fundecitrus registra desaceleração do avanço do greening nos laranjais de SP e MG

Fundecitrus registra desaceleração do avanço do greening nos laranjais de SP e MG

Reuters

01/09/2026

Placeholder - loading - Laranjas penduradas em uma árvore em uma fazenda em Formoso, no Estado de Minas Gerais, Brasil, em 16 de julho de 2025. REUTERS/Adriano Machado
Laranjas penduradas em uma árvore em uma fazenda em Formoso, no Estado de Minas Gerais, Brasil, em 16 de julho de 2025. REUTERS/Adriano Machado

SÃO PAULO, 1 Set (Reuters) - A ​incidência do greening em São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro atingiu 48,08% das laranjeiras do principal polo produtor do Brasil, maior exportador global de suco de laranja, indicando uma desaceleração na incidência da pior doença da citricultura, informou nesta terça-feira o Fundecitrus.

O índice representa um aumento de 0,45 ponto percentual em relação ao levantamento de 2025, muito inferior aos 3,28 pontos registrados no ⁠ano ⁠anterior.

'É a menor taxa de evolução ​da ‌doença nos últimos nove anos', afirmou o órgão de pesquisa do setor.

Em 2024, a incidência havia aumentado 6,27 pontos percentuais, para 44,35%.

O greening é transmitido principalmente pelo ⁠psilídeo-dos-citros, um inseto que adquire a bactéria ao se ​alimentar de uma planta infectada e depois a transmite para ​plantas sadias.

No Brasil, os volumes de ‌safra de laranja ​têm ⁠sido impactados negativamente pelo greening, enquanto empresas do setor buscam projetos em áreas com menor incidência da doença, que não tem cura. ​Em 2024, foi relatado um grande investimento da Cutrale em Mato Grosso do Sul.

De acordo com o levantamento, a desaceleração da doença está associada à melhoria do controle ​do psilídeo em 2025, com 45% menos insetos capturados em relação a 2024, e às condições climáticas menos favoráveis à transmissão da bactéria do greening.

A estratégia de renovação do parque citrícola, com maior eliminação de plantas e pomares em regiões de maior incidência e aumento do plantio em áreas de menor risco, ​também contribuiu para esse cenário, disse o Fundecitrus.

No período 2025/26, 74% ‌da área erradicada estava concentrada ⁠nas regiões mais afetadas pela doença, enquanto 45% do novo plantio ocorreu em regiões de menor risco, conforme o ⁠levantamento.

Ao todo, foram registrados 17.821 hectares de ⁠novos plantios e 12.504 ⁠hectares de erradicação ⁠no ​cinturão citrícola, afirmou o Fundecitrus.

(Por Roberto Samora; edição de Marta Nogueira)

Reuters

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