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Gerdau prepara novo investimento de R$5 bi em MG

Gerdau prepara novo investimento de R$5 bi em MG

Reuters

03/05/2023

Placeholder - loading - Imagem ilustrativa com logo da Gerdau 03/05/2022 REUTERS/Dado Ruvic
Imagem ilustrativa com logo da Gerdau 03/05/2022 REUTERS/Dado Ruvic

Atualizada em  03/05/2023

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo siderúrgico Gerdau está discutindo internamente um novo pacote de investimentos de 5 bilhões de reais em Minas Gerais, afirmou o presidente-executivo da companhia, Gustavo Werneck, nesta quarta-feira.

'Não vai fugir muito daquilo em que temos investido nos últimos anos', disse Werneck em conferência com jornalistas sobre os resultados da empresa no primeiro trimestre.

Segundo ele, o prazo do investimento seria até 2030. O pacote anterior de investimentos em Minas Gerais, que concentra importantes operações da Gerdau, foi anunciado em 2019 no valor também de 5 bilhões de reais e já teve boa parte realizado, disse o executivo.

Os investimentos avaliados no novo pacote, disse Werneck, incluem as áreas de mineração, siderurgia e energia, com destaque para melhorias ambientais das operações, além de ampliação da base florestal da empresa no Estado.

Em mineração, em que a empresa segue com a visão de produzir apenas para consumo próprio, a Gerdau quer eliminar o uso de barragens de rejeitos e eventuais danos ambientais causados pela atividade, sendo 'estado da arte' na área, disse o executivo.

Já a usina siderúrgica em Ouro Branco (MG) seguirá na estratégia de migrar operações de semiacabados de aço para produtos acabados, afirmou Werneck. 'Investimentos para a gente agregar valor de Ouro Branco vão estar presentes no futuro', disse ele sem dar detalhes.

Atualmente, a Gerdau está investindo na construção de um laminador de bobinas a quente em Ouro Branco, que tem previsão de entrar em operação em 2024.

'Vamos ampliar maciço florestal, crescendo terras e plantação de eucalipto', disse o executivo, explicando que a Gerdau usa a árvore para reduzir o consumo de carvão em seus fornos, diminuindo com isso emissões de CO2 na produção de aço.

Werneck também citou foco da companhia em investimentos em energia solar e eólica, para reduzir o impacto das operações de produção de aço com sucata, que são intensas em consumo de eletricidade. 'Vamos investir em parques e fazendas eólicas e solares no Estado de Minas Gerais, que tem uma característica muito adequada como corredor solar e de vento', disse.

MERCADO INTERNO

Mais cedo, a Gerdau divulgou queda de cerca de 19% no lucro líquido ajustado do primeiro trimestre na comparação anual, a 2,39 bilhões de reais, e recuo de 25% no Ebitda ajustado, em desempenhos melhores do que o mercado esperava.

Werneck afirmou que, atualmente, a demanda brasileira por aço não preocupa a Gerdau, embora a entidade que representa o setor, Aço Brasil, tenha reduzido há cerca de duas semanas projeção de vendas da liga no país este ano, para queda de 0,7%.

'A preocupação (sobre a demanda brasileira) está forte demais...apesar de alguns segmentos estarem com mais dificuldades que outros', disse o presidente da Gerdau, citando como exemplo as montadoras de veículos. 'Neste momento, há oito produtoras de veículos pesados e leves paradas' no Brasil, disse.

'Mas quando se olha para o setor de construção, que é a grande preocupação, ele está muito resiliente. Estamos com nossa carteira de corte e dobra tomada até o final do ano. Tem havido lançamentos. No geral, demanda (por aço) não é uma questão no Brasil', acrescentou, citando porém problemas para recuperação de rentabilidade das operações siderúrgicas. 'Nosso foco no Brasil não é tanto demanda, mas recuperar a rentabilidade.'

(Por Alberto Alerigi Jr.)

Reuters

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