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Governador da Califórnia concederá clemência a todos os 548 condenados à morte no Estado

Governador da Califórnia concederá clemência a todos os 548 condenados à morte no Estado

Reuters

05/11/2026

Placeholder - loading - Governador da Califórnia, Gavin Newsom 19 de maio de 2026 REUTERS/Annabelle Gordon
Governador da Califórnia, Gavin Newsom 19 de maio de 2026 REUTERS/Annabelle Gordon

Por Steve Gorman

LOS ANGELES, 5 Nov (Reuters) - O ​governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou nesta quinta-feira que comutará as sentenças de morte de todos os 548 presos atualmente condenados à execução em seu Estado, o maior corredor da morte do Hemisfério Ocidental.

O anúncio, feito em uma carta de três páginas endereçada a “todos os californianos”, ocorre quando Newsom — um democrata que deve concorrer à indicação presidencial de seu partido em 2028 — se aproxima do fim de seu segundo e último mandato de quatro anos como governador.

Newsom, que anteriormente atuou como ⁠prefeito ⁠de São Francisco e vice-governador, declarou ​uma moratória ‌sobre as execuções em março de 2019, cerca de dois meses após assumir o cargo de governador. A Califórnia executou um preso pela última vez em 2006, quando o republicano Arnold Schwarzenegger era governador.

“Após quase ⁠30 anos no serviço público, passei a compreender os limites do que ​o governo pode realizar com justiça”, escreveu Newsom em seu comunicado. “Tomo essa ​medida porque acredito firmemente que a morte ‌sancionada pelo Estado é ​incompatível com ⁠os valores da Califórnia.”

O debate nos EUA sobre a pena de morte se intensificou recentemente após a execução fracassada, realizada pelo Estado do Tennessee em 30 de ​setembro, da assassina condenada Christa Pike, que sobreviveu a duas tentativas de injeção de medicamentos letais.

Pike foi hospitalizada em seguida e devolvida à prisão em 10 de outubro.

A pena de morte passou a ser alvo de maior escrutínio depois ​que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou planos para transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, condenado por matar 13 pessoas e ferir mais de 30 outras em um tiroteio na base militar de Fort Hood, no Texas, em 5 de novembro de 2009.

O presidente Donald Trump descartou posteriormente a transmissão ao vivo da execução, mas Hasan ainda está programado para ​ser executado por um pelotão de fuzilamento em 3 de dezembro.

Cerca de 15 países ‌ainda aplicam ativamente a pena de ⁠morte, de acordo com a organização de direitos humanos Anistia Internacional. A pena de morte continua em vigor em 27 Estados dos EUA, embora as ⁠execuções se concentrem em apenas alguns desses Estados, ⁠e mais de 20 Estados tenham abolido ⁠completamente a pena ⁠capital.

(Reportagem ​de Steve Gorman, em Los Angeles; Reportagem adicional de Daniel Trotta, em Carlsbad, Califórnia;)

Reuters

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