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Governo antecipa pagamento de Bolsa Família reajustado para antes do 2º turno

Governo antecipa pagamento de Bolsa Família reajustado para antes do 2º turno

Reuters

19/10/2026

Placeholder - loading - Presidente Lula durante debate com o senador Flávio Bolsonaro 18 de outubro de 2026 REUTERS/Jean Carniel
Presidente Lula durante debate com o senador Flávio Bolsonaro 18 de outubro de 2026 REUTERS/Jean Carniel

SÃO PAULO, 19 Out (Reuters) - O governo do ​presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou o pagamento do Bolsa Família de modo que todos os beneficiários do programa receberão os valores reajustados em 15% antes do segundo turno da eleição presidencial, no qual o candidato à reeleição enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL) no próximo domingo.

O anúncio da antecipação foi feito pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome em comunicado nesta segunda-feira. De acordo com a pasta, a antecipação dos pagamentos, que serão feitos até a quarta-feira, tem o objetivo ⁠de 'mitigar os ⁠efeitos do super El Niño' sobre ​as famílias ‌mais vulneráveis que recebem o benefício.

'A medida valerá também para novembro e dezembro, meses críticos do El Niño', afirmou a pasta.

Os pagamentos começarão nesta segunda e terminarão na quarta. Pelo calendário original, parte dos beneficiários do Bolsa Família ⁠receberia o valor somente após o segundo turno da eleição.

O ministério afirmou ​que a antecipação de pagamentos como forma de mitigar os efeitos de desastres ​climáticos já ocorreu em outros momentos, como nas ‌enchentes do Rio ​Grande do ⁠Sul, em maio de 2024.

'A unificação do calendário amplia a capacidade das famílias beneficiárias de se prepararem para os efeitos da seca, da escassez hídrica, das inundações e das interrupções ​no abastecimento', justificou a pasta no comunicado, que não menciona o período eleitoral.

Em meados de setembro, antes do primeiro turno da eleição realizado em 4 de outubro, Lula anunciou o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família a partir de ​outubro, levando o piso do programa a R$691 por família, de R$600 antes.

Na ocasião do anúncio, ministros do governo afirmaram que o reajuste repõe a inflação acumulada desde a última correção do benefício em 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro buscava a reeleição.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou à época do anúncio do reajuste que o custo da medida será de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em ​2027. Assegurou, ainda, que boa parte do impacto será incorporada em espaço já existente no ‌orçamento, dentro das regras fiscais vigentes.

As ⁠pesquisas de intenção de voto têm mostrado uma disputa acirrada entre Flávio e Lula no segundo turno, com os principais institutos apontando empate técnico com vantagem numérica ⁠do senador sobre o presidente.

No primeiro turno, Flávio terminou ⁠na liderança com 47,03% dos votos válidos, ⁠enquanto Lula obteve ⁠45,16%, ​uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos.

(Reportagem de Eduardo SimõesEdição de Pedro Fonseca)

Reuters

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