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    Governo avalia alterações em decreto sobre armas, diz porta-voz

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    Funcionário da Taurus trabalha em fábrica da empresa em São Leopoldo 15/01/2019 REUTERS/Diego Vara

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    Por Ricardo Brito

    BRASÍLIA (Reuters) - O governo do presidente Jair Bolsonaro avalia fazer mudanças no decreto que flexibiliza o porte de armas e o advogado-geral da União, ministro André Luiz Mendonça, pediu à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliação do prazo para que o governo se manifeste sobre a medida, disse o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, nesta terça-feira.

    O porta-voz disse que, dentre as eventuais modificações sob análise, está uma no ponto do decreto que poderia liberar a venda de fuzis no país.

    A Taurus informou em nota à imprensa que, assim que a regulamentação do decreto entrar em vigor, 'imediatamente' atenderá seus clientes em até 3 dias para a venda do fuzil T4, 'desejo de muitos caçadores, colecionadores e atiradores'.

    Rêgo Barros, contudo, não quis adiantar outros pontos estão sob análise para alteração do decreto.

    O porta-voz disse que o ministro-chefe da AGU participou de uma audiência com Rosa Weber na qual iria pedir a ampliação do prazo para que o governo se manifestasse em ações movidas que questionavam o decreto, editado no dia 7 de maio. Ele afirmou que as sugestões que o governo tem recebido de modificações são 'positivas'.

    Governadores de 13 Estados e do Distrito Federal pediram mais cedo em uma carta conjunta a revogação imediata do decreto e argumentaram que é preciso de outras medidas para reduzir a violência no país.

    Em nota divulgada após o briefing do porta-voz, a AGU confirmou que vai pedir ao STF prorrogação do prazo para manifestação.

    Segundo a nota, o objetivo é possibilitar que as manifestações a serem apresentadas ao Supremo 'já contemplem possíveis revisões' no decreto a partir dos estudos feitos pela AGU, pela subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil (SAJ) e pelas consultorias jurídicas do Ministério da Justiça e da Defesa em função dos questionamentos sobre a constitucionalidade do decreto.

    Escrito por Reuters

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