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    Governo Biden anunciará mais políticas climáticas, pede para China endurecer meta de emissões

    Placeholder - loading - Chaminés da Central Elétrica de Big Bend, operada pela Tech Energy ,em Apollo Beach, Flórida, EUA, 14/08/2019. REUTERS / Lucas Jackson / Foto de arquivo
    Chaminés da Central Elétrica de Big Bend, operada pela Tech Energy ,em Apollo Beach, Flórida, EUA, 14/08/2019. REUTERS / Lucas Jackson / Foto de arquivo

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    Por Timothy Gardner

    WASHINGTON (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, divulgará nos próximos dias mais políticas que acredita serem necessárias para enfrentar a mudança climática e está pedindo à China que endureça uma de suas metas de emissões de gases de efeito estufa, disseram seus principais conselheiros no sábado.

    Gina McCarthy, conselheira nacional do clima da Casa Branca, não disse quais políticas seriam divulgadas. Um memorando visto pela Reuters na quinta-feira mostrou que Biden revelará uma segunda rodada de ordens executivas até 27 de janeiro, que inclui uma ordem geral para combater a mudança climática internamente e elevar a questão como uma prioridade de segurança nacional.

    'Já enviamos sinais sobre as coisas que não gostamos que vamos reverter, mas esta semana você vai nos ver avançar com o que é a visão do futuro', disse McCarthy em uma reunião virtual da Conferência de Prefeitos dos EUA.

    Biden, um democrata que assumiu o cargo em 20 de janeiro, rapidamente emitiu ordens executivas cancelando o oleoduto Keystone XL que importaria óleo de areias betuminosas do Canadá e voltando a aderir ao acordo climático de Paris de 2015.

    Ambos os movimentos reverteram as políticas do ex-presidente Donald Trump. Durante seus quatro anos no cargo, Trump reverteu cerca de 100 regulamentações sobre clima e meio ambiente enquanto perseguia uma política de 'domínio energético' para maximizar a produção e as exportações de petróleo, gás e carvão.

    John Kerry, enviado especial para o clima de Biden, disse que uma promessa recente da China, maior emissora de gases do efeito estufa do mundo, 'não era boa o suficiente'. Em setembro, o presidente chinês Xi Xingping definiu a meta de seu país se tornar neutro em carbono até 2060, 10 anos após o período de 2050 preferido pela maioria dos países, ao mesmo tempo em que prometeu uma meta mais ambiciosa de curto prazo sobre as emissões.

    Como secretário de Estado do ex-presidente Barack Obama em 2015, Kerry ajudou a trazer a China à mesa na conferência climática da ONU em Paris. Agora, o governo Biden começou a aplicar pressão diplomática nos países para que trabalhem mais no clima, disse Kerry.

    Ele conversou na sexta-feira com chanceleres da Europa, que lhe disseram ter grandes expectativas para o governo Biden após a falta de ação sobre o clima nos anos Trump.

    ''Sim, percebemos que voltamos com humildade'', disse Kerry aos ministros, acrescentando que a maioria dos Estados dos EUA e mais de 1.000 prefeitos continuaram avançando no clima durante os anos de Trump.

    Os Estados Unidos, o segundo maior emissor do mundo, tem que fazer melhor do que obter emissões líquidas de carbono zero até 2050, talvez por meio de tecnologias emergentes como a captura de dióxido de carbono diretamente do ar, disse Kerry.

    Combater a mudança climática não significava uma diminuição do estilo de vida, como dirigir menos ou não ser capaz de comer carne, disse ele. O governo Biden, prefeitos e outros líderes locais terão que persuadir os norte-americanos de que conter as mudanças climáticas 'pode ser a maior transformação econômica da história global', disse Kerry.

    Escrito por Reuters

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