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    Governo diz que fundos querem ver resultados antes de investir em projetos ambientais no Brasil

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    Incêndio na floresta amazônica 24/08/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino

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    Por Lisandra Paraguassu

    BRASÍLIA (Reuters) - Os investidores internacionais esperam resultados positivos contra o desmatamento no Brasil antes de se comprometerem com recursos para apoiar ações ambientais no país, disse o vice-presidente Hamilton Mourão, depois de reunião com representantes de fundos estrangeiros na manhã desta quinta-feira.

    'Os investidores, os CEOs dos fundos em nenhum momento se comprometeram com nenhuma política dessa natureza (financiamento). A nossa avaliação é óbvia, eles querem ver resultados e os resultados que podemos apresentar é que haja efetivamente uma redução do desmatamento', disse Mourão em entrevista coletiva, ao ser questionado como o grupo de investidores havia respondido ao pedido de investimentos na área ambiental.

    A reunião desta quinta-feira acontece depois que o grupo de fundos de investimento, coordenado pelo fundo Storebrand Assets Management, enviou cartas a embaixadas do Brasil pedindo a abertura de um diálogo com o governo para tratar do desmatamento. Os fundos alertaram para as dificuldades de manter investimentos no país devido ao aumento do desmatamento e a uma política ambiental que criava 'incertezas' sobre as condições de investimento.

    Em entrevista depois do encontro, feito por videoconferência, Mourão explicou que fez uma apresentação das medidas que o país estava tomando e convidou os fundos a ajudarem o país com investimentos na área ambiental, inclusive no processo de concessões dos mais de 100 parques ambientais que o governo pretende fazer.

    Uma das medidas apresentadas aos investidores é a proibição de queimadas autorizadas na Amazônia Legal e no Pantanal por 120 dias, o dobro do decreto publicado no ano passado.

    Segundo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o estudo foi apresentado ao presidente Jair Bolsonaro e o novo decreto deve ser publicado na semana que vem.

    O vice-presidente, no entanto, reconheceu que novos investimentos, inclusive a retomada do Fundo Amazônia, só devem acontecer quando o país mostrar resultados.

    Segundo Mourão, os números devem melhorar com as medidas que estão sendo implementadas, em um planejamento que vai até 2022, que incluem a continuidade de ações de repressão e o que chama de 'demais pilares', que incluem ações de desenvolvimento da região. Mourão afirmou que o governo irá aos poucos controlar aqueles que cometem irregularidades para que se 'chegue a um número de desmatamento que seja aceitável'.

    Questionado sobre o Fundo Amazônia, cujos principais doadores, Alemanha e Noruega, suspenderam repasses desde o ano passado por conta da política ambiental brasileira, Mourão diz que voltaram a conversar, mas o país está esperando o 'visto bom' dos doadores.

    'A gente conseguindo apresentar no segundo semestre um resultado positivo em relação a queimadas, podemos colocar na mesa de negociações', disse Mourão.

    Apesar de reconhecer a necessidade de ação por parte do Brasil, o vice-presidente também atribuiu as críticas a uma suposta capacidade do país de se tornar o maior produtor de alimentos do mundo, o que o tornaria um alvo de competidores.

    'É óbvio que aqueles que serão incomodados pelo avanço da produção brasileira, buscarão, de alguma forma, impedir que essa produção evolua como vem ocorrendo', afirmou.

    Em uma nota publicada depois da reunião, os fundos agradeceram a “abertura de um diálogo” com o governo brasileiro, e se disseram a continuar conversando, mas não se comprometeram com investimentos no Brasil.

    Na nota os fundos levantaram cinco pontos em que esperam ver avanços no país. Entre eles, uma “redução significativa” das taxas desmatamento, o cumprimento do código florestal do país, a melhoria na capacidade das agências ambientais de cumprirem suas obrigações de fiscalização, a prevenção das queimadas, para evitar a repetição de números como os de 2019, e acesso público a dados de desmatamento, cobertura florestal e rastreabilidade das cadeias de produção de commodities.

    Em uma nota publicada depois da reunião, os fundos agradeceram a “abertura de um diálogo” com o governo brasileiro, e se disseram dispostos a continuar conversando, mas não se comprometeram com investimentos no Brasil.

    Na nota os fundos levantaram cinco pontos em que esperam ver avanços no país. Entre eles, uma “redução significativa” das taxas de desmatamento, o cumprimento do código florestal do país, a melhoria na capacidade das agências ambientais de cumprirem suas obrigações de fiscalização, a prevenção das queimadas, para evitar a repetição de números como os de 2019, e acesso público a dados de desmatamento, cobertura florestal e rastreabilidade das cadeias de produção de commodities.

    Segundo dados divulgados no mês passado, o desmatamento na Amazônia brasileira aumentou pelo 13º mês consecutivo em maio. A destruição da floresta aumentou 12% em maio, em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados preliminares de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    Além disso, dados do governo divulgados no início de julho mostraram que o número de focos de incêndio na floresta amazônica do Brasil aumentou 20% em junho e atingiu o nível mais alto em 13 anos para o mês.

    Também participaram da reunião desta quinta os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; e da Agricultura, Tereza Cristina.

    (Reportagem de Lisandra Paraguassu)

    Escrito por Reuters

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