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Governo prevê superávit primário de R$18,6 bi para 2027 em projeto orçamentário

Governo prevê superávit primário de R$18,6 bi para 2027 em projeto orçamentário

Reuters

31/08/2026

Placeholder - loading - Moedas de real brasileiro retratadas no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos
Moedas de real brasileiro retratadas no Rio de Janeiro em 15 de outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos

Atualizada em  31/08/2026

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA, 31 Ago (Reuters) - O governo apresentou ​nesta segunda-feira o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 ao Congresso Nacional prevendo um superávit primário de R$18,6 bilhões, o equivalente a 0,13% do PIB, no que o governo vem chamando de resultado efetivo, que não considera exceções à meta fiscal.

De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento, o saldo positivo vai a R$83,4 bilhões (ou 0,56% do PIB) quando são retiradas essas despesas não contabilizadas no cálculo da meta, como parte dos precatórios e outras exclusões legais.

A meta de resultado primário -- que não inclui despesas com juros -- para 2027 é de superávit de 0,50% do PIB, equivalente a ⁠R$73,2 bilhões. ⁠A regra prevê uma banda de tolerância ​de 0,25 ‌ponto percentual para mais ou para menos, além das exceções.

Com isso, considerando as exceções da meta, o governo ainda contará com uma folga de R$10,1 bilhões em relação ao centro da meta.

Pelas contas da equipe econômica, o governo federal terá em 2027 uma receita ⁠líquida, que desconta transferências a Estados e municípios, de R$2,849 trilhões.

As despesas totais ficarão ​em R$2,830 trilhões.

CONTROLE DE DESPESAS

Em 2027, os gastos obrigatórios, que incluem desembolsos com pessoal e ​previdência, corresponderão a 91,7% do total das despesas, contra ‌92,4% neste ano. O ​recuo das ⁠rubricas obrigatórias corresponde a 0,2 ponto percentual do PIB.

'Nosso esforço vem gerando uma redução das despesas obrigatórias em relação às despesas totais', disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O ministro da Fazenda, ​Dario Durigan, por sua vez, afirmou que novos esforços de revisão de gastos obrigatórios e de benefícios fiscais serão feitos e podem melhorar o resultado fiscal para além do previsto até agora, já que o orçamento de 2027 não depende de novas medidas arrecadatórias.

Do lado das receitas, Moretti ​afirmou que as contas do próximo ano apontam para um ganho de R$175 bilhões com a exploração de recursos naturais, o que inclui royalties, e de cerca de R$31 bilhões de dividendos de empresas.

O documento ainda projetou alta de 2,46% para o Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem, ante estimativa de crescimento de 2,5% feita em julho. Em relação à inflação, a projeção para o IPCA ficou em 3,6%, mesmo patamar de julho.

O governo previu que o salário mínimo será reajustado de ​R$1.621 para R$1.741 em janeiro. O patamar poderá ser alterado a depender do comportamento da inflação até ‌o fechamento do ano.

Em relação às medidas ⁠de mitigação de efeitos da variação de preços do petróleo, Moretti afirmou que o governo está prevendo uma 'volta à normalidade' em 2027. Por isso, segundo ele, o orçamento não prevê continuidade no ⁠próximo ano do imposto de exportação de petróleo e das ⁠subvenções a combustíveis.

Durigan acrescentou que o orçamento também ⁠não traz previsão de ⁠reajuste ​no valor do benefício do programa Bolsa Família.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani e Alexandre Caverni)

Reuters

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