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Groenlândia deve manter conversas com EUA sem Dinamarca, diz líder da oposição

Groenlândia deve manter conversas com EUA sem Dinamarca, diz líder da oposição

Reuters

08/01/2026

Placeholder - loading - Pele Broberg, líder do partido Naleraq, de oposição na Groenlândia, durante entrevista em Copenhague 07/01/2026 REUTERS/Tom Little
Pele Broberg, líder do partido Naleraq, de oposição na Groenlândia, durante entrevista em Copenhague 07/01/2026 REUTERS/Tom Little

Por Tom Little e Stine Jacobsen

COPENHAGUE, 8 ⁠Jan (Reuters) - A Groenlândia deve manter conversações diretas com o governo dos Estados Unidos sem a Dinamarca, disse um líder da oposição da Groenlândia à Reuters, enquanto a ilha do Ártico pondera como responder à pressão renovada do presidente norte-americano, Donald Trump, para colocá-la sob o controle dos EUA.

Trump recentemente intensificou as ameaças de assumir o controle da Groenlândia, revivendo uma ideia que ele lançou em 2019 durante seu primeiro mandato.

A Groenlândia está estrategicamente localizada entre a Europa e a América do Norte, ​o que a torna um local essencial para ⁠o ⁠sistema de defesa contra mísseis balísticos dos EUA. Seus ricos recursos minerais também se encaixam na meta de Washington de reduzir a dependência da China.

A ilha é um território autônomo do Reino da Dinamarca. Ela tem seu próprio Parlamento e governo, mas Copenhague mantém a autoridade sobre ‌as relações exteriores e a defesa.

'Incentivamos nosso atual governo (da Groenlândia) a manter um ​diálogo com o governo dos EUA sem ‌a Dinamarca', disse Pele ​Broberg, ​líder do Naleraq, o maior partido de oposição e a voz política mais proeminente pela independência da Groenlândia.

'Porque a Dinamarca está antagonizando tanto a Groenlândia quanto os EUA ​com sua mediação.'

O Naleraq, que defende veementemente uma rápida mudança para a independência total, dobrou suas cadeiras para oito nas eleições parlamentares do ano passado, conquistando 25% dos votos na ilha de apenas 57.000 habitantes.

Embora excluído da coalizão governista, o partido afirmou que deseja um acordo de defesa com Washington e poderia buscar um acordo de 'associação livre' -- segundo o qual a Groenlândia receberia apoio e proteção dos EUA em troca de direitos militares, sem se tornar um território norte-americano.

Todos os partidos da Groenlândia querem a independência, mas divergem sobre como e quando alcançá-la.

A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, disse que a Groenlândia não ⁠poderia conduzir conversações diretas com os EUA sem a Dinamarca porque não tem permissão ‌legal para isso.

'Devemos respeitar a lei ⁠e temos regras sobre como resolver questões no Reino', disse ela ao jornal Sermitsiaq na noite de quarta-feira.

Os governos da Dinamarca e da Groenlândia não responderam ‍imediatamente aos pedidos de comentários sobre as falas de Broberg.

(Reportagem de Tom Little e Stine Jacobsen, Soren Jeppesen ​e ‌Jacob Gronholt-Pedersen; Andrew Gray e Lili Bayer, em Bruxelas; Louise Breusch Rasmussen, em Paris)

Reuters

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