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    Grupo de estudiosos afirma que é possível erradicar a malária

    A afirmação foi feita por uma coalizão de 41 cientistas, economistas e especialistas em políticas de saúde.

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    Mosquito (Foto: Divulgação)

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    Pode ser possível erradicar a malária do planeta até 2050, de acordo com uma coalizão de 41 cientistas, economistas e especialistas em políticas de saúde que escrevem no Lancet.

    "A malária é uma das doenças mais antigas e mortais da humanidade", diz Sir Richard Feachem, um dos autores do relatório e copresidente da comissão da revista científica Lancet para erradicação da malária.

    “Se nós, a humanidade, enfrentássemos esse desafio e erradicássemos a malária até 2050, seria uma conquista de proporções históricas. Não haveria nada parecido”, completou.

    A malária, uma doença transmitida por mosquitos causada por um parasita, resulta em sintomas semelhantes aos da gripe que podem ser efetivamente tratados (e prevenidos) com medicamentos. Mas a doença pode ser fatal se não for tratada ou se ocorrerem complicações. A incidência mundial diminuiu 36% desde 2000, e a malária agora é quase inexistente em mais da metade dos países do mundo.

    Apenas 1.700 casos são relatados nos EUA a cada ano, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados unidos.

    No entanto, a malária continua sendo um problema devastador e mortal em muitos países, principalmente na Nigéria e na República Democrática do Congo. Cinquenta e cinco países da África, Ásia e América Latina viram um aumento nos casos de malária nos últimos anos, segundo o relatório. Erradicar a doença pode impedir que 219 milhões de pessoas fiquem doentes e 435.000 pessoas morram a cada ano, de acordo com estimativas do CDC.

    Atingir essa meta não será fácil. Feachem chama isso de "ambicioso" e "uma meta extensa,sem dúvida, mas alcançável". A tarefa exigirá melhor gerenciamento e uso de dados nos programas de controle da malária; mais esforço do setor privado; novas ferramentas e tecnologias para diminuir a transmissão e melhorar o tratamento da malária, como vacinas amplamente disponíveis, inseticidas e testes rápidos de diagnóstico. Um financiamento adicional de US$ 2 bilhões por ano, elevando o total anual a US$ 6,3 bilhões em todo o mundo; e mais liderança e responsabilidade nacional, regional e global também sertão necessárias.

    Feachem diz que o progresso pode ser facilmente prejudicado, por desastres naturais e mudanças climáticas e até por guerras civis e migração em massa. A iniciativa também exigirá adesão de países ricos, como os EUA, que eliminaram a malária principalmente dentro de suas próprias fronteiras.

    "Isso nos afasta do interesse nacional e nos direciona para o bem comum da humanidade", diz Feachem sobre o esforço.


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