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Guerra no Irã afetou o consumo na zona do euro de forma especialmente grave, afirma o BCE

Guerra no Irã afetou o consumo na zona do euro de forma especialmente grave, afirma o BCE

Reuters

03/08/2026

Placeholder - loading - Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, na Alemanha  19 de março de 2026. REUTERS/Jana Rodenbusch/Foto de arquivo
Sede do Banco Central Europeu em Frankfurt, na Alemanha 19 de março de 2026. REUTERS/Jana Rodenbusch/Foto de arquivo

FRANKFURT, 3 Ago (Reuters) - O consumo ​das famílias da zona do euro caiu com força nas primeiras semanas da guerra no Irã em meio à queda na confiança, sugerindo que um novo conflito pode novamente prejudicar os gastos dos consumidores, segundo um artigo publicado nesta segunda-feira no Boletim Econômico do Banco Central Europeu.

A confiança do consumidor na zona do euro despencou ⁠após ⁠o início da guerra, mas, ​desde ‌então, subiu um pouco, embora permaneça bem abaixo dos níveis pré-guerra, enfraquecendo o crescimento econômico geral.

A queda no consumo em abril foi duas vezes ⁠maior do que as tendências históricas sugeririam e foi ​comparável em magnitude à reação das famílias à guerra ​da Rússia na Ucrânia no ‌início de 2022, ​afirmou ⁠o BCE.

“Isso sugere que o canal da confiança é particularmente forte no caso de grandes choques que são amplamente ​percebidos como tal pelos consumidores”, argumentou o BCE.

Depois de oscilar em torno de 3% a 4% em média desde meados de 2024, o crescimento nominal do ​consumo recuou para cerca de 2,5% em abril em relação ao mesmo mês do ano anterior, com a queda impulsionada pela redução dos gastos discricionários por parte das famílias de renda mais alta.

“Isso reforça a visão de que a desaceleração não é resultado de restrições de ​renda, mas sim do fato de as famílias adiarem compras ‌quando têm margem para ⁠ajustar o momento de seus gastos”, afirmou o BCE.

As famílias também temiam que a inflação acelerada causada pelo ⁠conflito possa corroer a renda ⁠real, e 40% dos entrevistados ⁠afirmaram não ⁠esperar ​que essa perda de renda seja recuperada.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

Reuters

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