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    Hackers de juízes e procuradores não vão interferir na missão de combater crime, diz Moro

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    Ministro Sergio Moro, em evento da Marinha, em Brasília 11/6/2019 REUTERS/Adriano Machado

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    Por Pedro Fonseca

    RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta quarta-feira que invasões de hackers a juízes e procuradores não vão interferir na missão de reduzir os índices de criminalidade no país, após a publicação de reportagens que mostraram suposta colaboração entre o então juiz da Lava Jato e os procuradores da operação.

    Moro comentou no Twitter a redução de casos de violência no país no primeiro bimestre apontada pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), em especial a queda de 23% nos homicídios dolosos, e acrescentou que 'escândalos falsos' não vão interferir no trabalho.

    'Hackers de juízes, procuradores, jornalistas e talvez de parlamentares, bem como suas linhas auxiliares ou escândalos falsos, não vão interferir na missão', disse o ministro em uma sequência de publicações.

    O site Intercept Brasil publicou no domingo reportagens que mostram suposta troca de mensagens entre Moro, então juiz federal responsável pela Lava Jato em Curitiba, e o coordenador da operação, Deltan Dallagnol. Com base no que diz serem arquivos recebidos de uma fonte anônima, o site mostra supostas conversas entre Moro e Dallagnol sobre decisões, andamento das investigações e sugestões de testemunhas. Moro e os procuradores da Lava Jato negam irregularidades.

    Em sua publicação no Twitter, o ministro também voltou a defender a aprovação do projeto de lei anticrime enviado pelo governo ao Congresso, mas reconheceu a primazia dada tanto pelo Executivo como pelo Legislativo à reforma da Previdência, que é tratada como prioridade absoluta devido à situação de dificuldade das contas públicas.

    Segundo Moro, a aprovação do pacote anticrime 'ajudaria a aprofundar a queda' dos índices de violência.

    Moro acrescentou que apesar das quedas registradas pelo Sinesp, que compila estatísticas criminais baseadas em boletins de ocorrência estaduais e distrital, é preciso trabalhar para a redução ser permanente e constante.

    'Muitos fatores influenciam a queda, o mérito não é só do governo federal, mas também dos estaduais e distrital; e mesmo com a redução, os números ainda são altos, precisamos trabalhar muito mais', afirmou.

    Escrito por Reuters

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