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Haddad diz esperar efeito 'muito rápido' de alta de juros sobre a economia

Haddad diz esperar efeito 'muito rápido' de alta de juros sobre a economia

Reuters

20/12/2024

Placeholder - loading - Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, gesticula após entrevista coletiva à imprensa na sede do ministério, em Brasília 20/12/2024 REUTERS/Adriano Machado
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, gesticula após entrevista coletiva à imprensa na sede do ministério, em Brasília 20/12/2024 REUTERS/Adriano Machado

Atualizada em  20/12/2024

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira esperar que o ciclo de alta de juros promovido pelo Banco Central tenha um efeito rápido sobre a economia no próximo ano.

Em entrevista a jornalistas, Haddad previu que os juros altos e as medidas de contenção de gastos adotadas pelo governo terão efeito sobre a demanda, ressaltando que assim que a atividade econômica e a inflação responderem ao aperto monetário, o BC poderá 'calibrar' os juros.

'Eu acredito que esse ciclo de alta dos juros vai fazer um efeito muito rápido economia... A desaceleração estava mais ou menos contratada pelo próprio governo', disse.

'A política monetária vai olhar para a atividade econômica, sobretudo, imagino eu. Se a atividade econômica responder, a trajetória da inflação começar a ser de queda, em algum momento no futuro próximo o próprio BC vai calibrar a trajetória da taxa de juros para acomodar esse tipo de efeito.'

O Copom surpreendeu na semana passada ao acelerar o ritmo de aperto nos juros, elevando a Selic em 1 ponto, a 12,25% ao ano, prevendo mais duas altas da mesma magnitude à frente.

Em suas comunicações, o BC alertou para o crescimento intenso da demanda no país em meio ao esforço para controle da inflação. A autarquia também apontou que 'desacelerações são parte essencial do processo de suavização e reequilíbrio da economia' e defendeu harmonia entre as políticas fiscal e monetária.

Questionado se o governo poderia reagir para contrabalancear os efeitos de desaceleração da economia, Haddad respondeu que não pretende 'fazer nenhuma política de estímulo parafiscal'.

Reuters

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